Osman Orsal/REUTERS
Osman Orsal/REUTERS

Ataque durante festa de réveillon em boate de Istambul deixa ao menos 39 mortos

Segundo agência, um homem não identificado atirou contra um segurança e, em seguida, disparou contra os que estavam no local

O Estado de S. Paulo

01 Janeiro 2017 | 07h04

ISTAMBUL - Um ataque em uma boate em Istambul, na Turquia, deixou ao menos 39 pessoas mortas e outras 40 feridas, de acordo com relatos iniciais do governador da província, Vasip Sahin, a jornalistas locais e reproduzido pela agência Reuters e pelo jornal americano The New York Times. A boate Reina recebia uma celebração de ano novo; o ataque aconteceu a 1h15 do domingo, 1º, no horário turco e autoridades locais classificaram o crime como ato terrorista.

De acordo com a agência Reuters, um homem não identificado atirou contra um segurança na entrada do estabelecimento e, em seguida, disparou de forma aleatória contra as pessoas que estavam presente. Há relatos de múltiplos atiradores que estariam fantasiados como Papai Noel. A casa noturna recebia cerca de 600 pessoas no momento da invasão. "Um atirador disparou sem misericórdia contra pessoas inocentes que apenas estavam celebrando o ano-novo e se divertindo", disse Sahin.

Gravações de televisões locais mostram o endereço da boate cercado por ambulância e agentes de segurança. O Reina é um dos mais conhecidos clubes da cidade, e fica às margens do Estreito do Bósforo, que separa o lado europeu do asiático da cidade. A Casa Branca informou, segundo a Reuters, que o presidente americano Barack Obama expressou suas condolências diante do fato e ofereceu auxílio às autoridades turcas.

"Nós estávamos nos divertindo. De repente, as pessoas começaram a correr. Meu marido disse para eu não ter medo e pulou sobre mim. Fui pisoteada. Ele foi atingido em três locais do corpo", contou uma frequentadora da boate ao jornal turco The Hurriyet, de acordo com a Reuters.

Autoridade. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, condenou o ataque e afirmou que o atentado tem o objetivo de gerar caos para desestabilizar o país. Em um comunicado escrito, Erdogan afirmou que a Turquia "vai continuar lutando implacavelmente contra o terrorismo" e que "condena veementemente o ataque terrorista em Istambul nas primeiras horas de 2017", afirmou.

Erdogan ofereceu suas condolências para aqueles que perderam a vida, incluindo estrangeiros. "A Turquia continua sua luta contra o terrorismo e está absolutamente determinada a fazer tudo o que for necessário na região para garantir a seus cidadãos segurança e paz". /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.