Amir Cohen/Reuters
Amir Cohen/Reuters

Ataque eleva tensão entre Israel e Líbano

Foguetes disparados do sul libanês atingem o oeste da Galileia e Exército israelense retalia

BEIRUTE, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2011 | 03h07

BEIRUTE - A fronteira entre Israel e o Líbano foi palco de uma troca de fogo entre israelenses e combatentes que atuam em solo libanês ontem, no primeiro incidente do gênero em mais de dois anos. Nenhuma morte ou dano mais grave foram relatados por ambos os lados.

De acordo com a Missão de Paz das Nações Unidas no Líbano (Unifil), pelo menos um foguete foi disparado na direção do norte de Israel no início da madrugada de ontem e o Exército israelense respondeu disparando sua artilharia - segundo as Forças Armadas libanesas, com ao menos quatro foguetes.

As forças que atuam no Líbano reforçaram seus contingentes no sul do país, onde a milícia xiita Hezbollah tem sua principal base de operação. Mas nenhum grupo libanês havia assumido a autoria do ataque até a noite de ontem.

Segundo a imprensa de Israel, dois edifícios e um depósito de gás foram atingidos no oeste da Galileia por duas explosões distintas, de foguetes Katiusha, que fizeram tremer as residências da região. A detonação do tanque de gás provocou um incêndio que durou várias horas.

O Exército libanês disse ter encontrado um lançador de foguetes na região de Rmeish, a 2 km da fronteira com Israel. A Unifil afirmou que patrulhava ambos os lados do limite.

O especialista em segurança Timur Goksel, ex-integrante da missão de paz da ONU no Líbano, afirmou que o ataque não tem as características das ações do Hezbollah, apoiado pelo Irã que travou uma guerra de 34 dias com Israel, entre julho e agosto de 2006.

Segundo Goksel, o ataque foi incomum, primeiro por ter sido lançado de um vilarejo de maioria cristã, que não costuma ser usado pelos militantes xiitas; e em segundo lugar porque foguetes Grad - com maior alcance e melhor mira do que os já usados pelo Hezbollah - teriam sido disparados.

A Unifil pediu comedimento. "Esse incidente é uma séria violação da Resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU (que pediu o fim da animosidade entre Israel e o Hezbollah três dias antes do fim da guerra de 2006) e claramente tem como objetivo minar a estabilidade na área", disse o comando da força de paz em um comunicado. / REUTERS e ASSOCIATED PRESS

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