Ataque em cidade petrolífera da Nigéria deixa 18 mortos

Supostos militantes atacaram duasdelegacias de polícia, um hotel de luxo e uma boate na cidadepetrolífera nigeriana de Port Harcourt na terça-feira, deixando18 mortos, informou a polícia. O ataque foi desferido no Dia do Ano Novo, depois de, noúltimo fim de semana, tropas do governo terem bombardeadosupostos esconderijos dos rebeldes perto da cidade e após ofracasso das negociações de paz entre os militantes e o governoda Nigéria, maior produtor de petróleo da África. "Os pistoleiros chegaram à cidade vindos de direçõesdiferentes e atacaram vários pontos", disse Ireju Barasua,porta-voz da polícia em Port Harcourt. Barasua disse que quatro policiais foram mortos em duasdelegacias de polícia em Port Harcourt, cidade de beira-riosituada no sul da Nigéria. Sete civis também morreram no tiroteio ocorrido diante dadelegacia de polícia de Borokiri, e um segurança foi morto noHotel Presidential, quando pistoleiros abriram fogo no saguão,disse o comissário de polícia Felix Ogbaudu, segundo a agênciade notícias estatal. Vários outros civis foram feridos por balas perdidas pertodo hotel, ao retornarem da missa da meia-noite, disseramtestemunhas. As paredes do saguão apresentavam marcas de balas,e dezenas de cartuchos vazios de AK-47 se espalhavam pela ruadiante do hotel. Pistoleiros também atacaram a boate Skippers, e a políciadisse que matou seis dos atacantes. Já se previa que um líder destacado da milícia em PortHarcourt, Ateke Tom, lançasse um contra-ataque na cidade,depois de tropas do governo em helicópteros de guerra terembombardeado seus supostos esconderijos às margens de riachospróximos à cidade, no último fim de semana. As autoridades não deram detalhes sobre os mortos nessasoperações, mas a imprensa local informou que várias pessoasmorreram. Desde fevereiro de 2006, quando os rebeldes lançaram umanova onda de ataques, a violência já levou milhares depetroleiros estrangeiros a abandonarem a região do delta do rioNíger. As ações dos militantes provocaram uma queda de um quintonas exportações e afastaram novos investimentos nas maioresreservas africanas de óleo e gás. Vários grupos armados na região do delta reivindicam ocontrole local sobre a receita petrolífera, o fim do alegadodescaso com que são tratadas suas comunidades miseráveis, queas empresas petrolíferas paguem indenização pela poluição quecausam e maior autonomia política.

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