Keith Srakocic/AP
Keith Srakocic/AP

Ataque em escola nos EUA deixa 20 feridos

Segundo pota-voz da equipe de resgate, suspeito é estudante no local e estava armado com duas facas

O Estado de S. Paulo,

09 de abril de 2014 | 10h41

(Atualizada às 21h31) MURRYSVILLE, EUA - Um adolescente de 16 anos esfaqueou e cortou 19 estudantes e um segurança nos corredores de sua escola em um subúrbio de Pittsburgh, no Estado americano da Pensilvânia, antes de ser contido por um assistente da diretoria e um policial.

Pelo menos cinco estudantes ficaram gravemente feridos. Um menino foi colocado sob cuidados intensivos depois de a arma do agressor perfurar seu fígado e passar a milímetros do coração e da artéria aorta, de acordo com relatos dos médicos do Hospital Regional Forbes, para onde foram levados.

Pelo menos três estudantes continuavam internados em condições críticas, com ferimentos no abdome que perfuraram órgãos internos. A previsão é a de que todos sobrevivam, segundo os médicos que acompanham as vítimas.

O autor do ataque foi identificado como Alex Hribal, de 16 anos. Depois de detido, ele foi levado até a delegacia, prestou depoimento e tratou de um pequeno ferimento na mão. O motivo que o levou a atacar colegas e funcionários ainda está sob investigação.

Mais tarde, o suspeito, com mãos e pés algemados e vestido com um avental de hospital, foi levado a um tribunal para ser ouvido por um juiz.

O ataque ocorreu pouco antes do início das aulas na Franklin Regional High School, em uma região de classe média alta, 24 quilômetros a leste de Pittsburgh. A ação terminou em questão de minutos.

Testemunhas disseram que o jovem tinha duas facas grandes. Primeiro, derrubou um calouro, depois o esfaqueou na barriga, levantou-se e correu sem rumo pelo corredor, cortando outros estudantes.

Nate Moore, de 15 anos, disse que testemunhou o primeiro ataque e tentava impedi-lo quando o rapaz levantou e lhe cortou o rosto. “Foi muito rápido. Parecia que ele tinha me batido com uma toalha molhada, porque eu senti o sangue espalhar pelo meu rosto. Os respingos chegaram até a minha testa”, disse ele. “Tinha a mesma expressão de todos os dias, o que era o mais estranho”, disse Moore. “Ele não dizia nada. Não demonstrava raiva. Era apenas uma expressão vazia.”

Segundo o porta-voz do resgate local, Dan Stevens, a maioria dos 20 feridos recebeu facadas, mas algumas pessoas tiveram arranhões e cortes decorrentes do tumulto.

O diretor da polícia local, Thomas Seefeld, disse estar investigando informações sobre um telefonema com ameaças entre o agressor e outro aluno da escola, mas não especificou quem teria telefonado para quem.

Seefeld contou que alguém na escola acionou o alarme de incêndio quando começou o ataque. “O acionamento do alarme provavelmente auxiliou na retirada das pessoas da escola.” / AP, REUTERS e EFE

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