Ataque em Israel mata turista do Equador e fere quatro

Um caminhoneiro jordaniano abriu fogo nesta quarta-feira contra um grupo de 39 turistas do Equador num entroncamento na fronteira jordaniano-israelense, entre os balneários de Ácaba, na Jordânia, e Eilat, no sul de Israel. Uma equatoriana morreu e quatro pessoas ficaram levemente feridas. A mulher, identificada como Mónica Terán, levou um tiro na cabeça e morreu depois de ter sido hospitalizada às pressas. Forças de segurança israelenses reagiram e mataram o agressor com cinco tiros quando ele ainda estava do lado jordaniano da fronteira. "O pistoleiro abriu fogo a 20 metros da entrada do controle de passaportes israelenses", disse à Rádio Israel o funcionário Menachem Zelichovsky, do órgão encarregado de supervisionar os postos de fronteira com os Estados árabes. O caminhoneiro era conhecido nos dois lados da fronteira. As autoridades jordanianas não divulgaram a identidade do agressor, mas informaram que ele é um caminhoneiro originário de uma cidade cuja população é majoritariamente de origem palestina (cerca de 60% dos habitantes da Jordânia são palestinos). Aparentemente, ele agiu sozinho e não tinha vínculos com grupos radicais. No momento do atentado, mediadores egípcios e o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP, Ahmed Qureia, preparavam-se para negociações com líderes de grupos radicais na Faixa de Gaza com o objetivo de obter uma trégua nos ataques a israelenses. O ataque ao grupo de turistas - peregrinos que iam visitar um monastério na Península do Sinai, no Egito - é mais um golpe contra a indústria turística israelense, drasticamente afetada em mais três anos de intifada (levante palestino contra a ocupação de suas terras). Jordânia e Israel estabeleceram relações diplomáticas em 1994 e a fronteira entre os dois países se mantém calma. O último incidente de gravidade ocorreu em 1997, quando um soldado jordaniano matou sete estudantes israelenses que visitavam uma área fronteiriça.

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