Ataque em Istambul deixa 3 mortos

Um grupo de homens interceptou um ônibus lotado na noite deste domingo e lançou bombas incendiárias em seu interior. Três pessoas morreram quando o motorista do ônibus tentou fugir e atropelou um grupo de pedestres, informou a polícia local. Das três pessoas mortas, pelo menos duas eram idosas, informou a polícia. Uma mulher de idade avançada está internada em condições críticas de saúde. O ataque ocorre no sexto dia consecutivo de protestos encabeçados por manifestantes curdos que começaram no sudeste curdo da Turquia e parecem se espalhar pelo restante do país. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, mas a imprensa local informou que os agressores gritaram frases de ordem usadas por rebeldes separatistas curdos. Outras mortes Mais cedo, um homem de 20 anos morreu e pelo menos sete pessoas ficaram feridas quando participantes de uma manifestação no sudeste curdo da Turquia recusaram-se a abandonar os protestos de rua. Policiais que dizem não dormir há dias mantinham em tensão a guarda em Kiziltepe, cidade do sudeste do país em que grande parte da violência acontece. Havia um policial armado em praticamente cada esquina da cidade. Fontes hospitalares disseram que o rapaz de 20 anos morreu em choques com a polícia registrados no domingo, mas não tinham detalhes sobre as circunstâncias. Autoridades locais disseram que os soldados turcos abriram fogo contra os manifestantes. Funerais O incidente de hoje eleva a nove o número de mortos nas manifestações desencadeadas pelos funerais, na semana passada, de 14 guerrilheiros curdos assassinados pelo Exército turco. Caso a explosão em Istambul seja relacionada com os protestos curdos, o número de mortos subirá para 12. Em Diyarbakir, maior cidade da região, a polícia informou que 565 pessoas suspeitas de participação em saques e atos de vandalismo ao longo da última semana foram detidas até o momento. Hoje, manifestantes e policiais ficaram feridos durante violentas manifestações em outras cidades do sudeste curdo da Turquia. Os protestos chegaram também a Istambul, a maior cidade do país. A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar cerca de 200 manifestantes que tentavam ingressar num parque sem autorização

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