Ataque em mesquita mata vice-governador no Afeganistão

Pelo menos mais cinco pessoas são mortas e 18 feridas em atentado cometido por homem-bomba

Agência Estado e Associated Press,

31 de janeiro de 2008 | 07h34

O vice-governador da província de Helmand e outras cinco pessoas foram mortas hoje num atentado suicida a bomba dentro de uma mesquita no sul do Afeganistão, informaram autoridades. O homem-bomba se explodiu na mesquita na capital provincial, Lashkar Gah, enquanto os fiéis oravam, disse o comandante da polícia Mohammad Hussein Andiwal.   O vice-governador Pir Mohammad foi morto na explosão, confirmou Nisar Ahmad, uma autoridade de saúde da província. Além dos outros cinco mortos, a explosão feriu mais 18 pessoas, sete gravemente, disse Andiwal.   A milícia fundamentalista islâmica Taleban tem atacado freqüentemente autoridades afegãos numa tentativa de enfraquecer o poder do governo do presidente Hamid Karzai, apoiado pelos Estados Unidos. Helmand é o centro da produção mundial de ópio e heroína e palco de intensos combates entre milicianos e forças americanas e britânicas.   Andiwal relatou que Mohammad havia acabado de chegar de uma reunião num complexo próximo do governador de Helmand. "Depois de terminar sua reunião, o vice-governador seguiu até a mesquita para as orações", afirmou Andiwal. "Enquanto eles rezavam, o homem-bomba detonou os explosivos". O clérigo que liderava as orações também foi morto, acrescentou.   O ataque ocorreu apenas horas depois que outro atacante suicida explodiu um carro contra um ônibus do exército afegão em Cabul, matando um civil e ferindo outras quatro pessoas.   Na província oriental de Nuristan, militantes decapitaram quatro trabalhadores de uma empreiteira que constrói uma rodovia na região, e jogaram o corpo deles do lado de uma estrada, disse o subcomandante da polícia provincial, Mohammad Daoud Nadim. Os quatro haviam sido seqüestrados 10 dias atrás enquanto trabalhavam no projeto da estrada no distrito de Kamdesh.   O presidente Karzai advertiu esta semana que se a comunidade internacional não renovar seus esforços no Afeganistão, o país pode cair novamente nas mãos dos fundamentalistas islâmicos derrubados do poder pela invasão dos EUA em 2001.  

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