Ataque em templo sikh deixa sete mortos nos EUA

Pelo menos sete pessoas foram mortas a tiros, entre elas o suposto atirador, em um tiroteio que aconteceu neste domingo em um templo sikh no Estado de Wisconsin, informou a polícia local. O xerife de Greenfield, Bradley Wentlandt, disse que as autoridades não acreditam que um segundo atirador esteja escondido no tempo sikh, em Oak Creek, perto de Milwaukee.

AE, Agência Estado

05 de agosto de 2012 | 18h53

Wentlandt afirmou que o ataque ocorreu às 10h31 da hora local deste domingo. A polícia encontrou quatro corpos dentro do edifício e três fora. Ele contou que um dos mortos é o suspeito de ter realizado a chacina, que recebeu com disparos o primeiro policial que chegou ao local para atender a ocorrência. O agente revidou os disparos e matou na hora o suspeito. Wentlandt disse que o policial ficou ferido no episódio e está internado em um hospital em Milwaukee, onde passa por cirurgia. Uma outra pessoa ficou ferida.

Sunny Singh, morador de 21 anos de Milwaukee, disse que um amigo que chegou ao estacionamento do templo sikh escutou tiros e viu duas pessoas atingidas caírem. O amigo de Singh então viu o atirador recarregar a arma e entrar no templo. Jatin Der Mangat, de 38 anos, sobrinho do presidente e principal sacerdote do templo, contou que seu tio foi uma das vítimas atingidas, mas que não sabe qual é a seriedade dos ferimentos. Ele estava entre as pessoas da comunidade sikh que esperavam notícias quando a polícia anunciou as mortes. "Eu senti meu coração pular fora. Isso não deveria acontecer em nenhum lugar", disse.

Wntlandt não identificou o suspeito e não informou se existem possíveis motivos para o ataque. A religião dos sikhs é um credo monoteísta, fundado no sul da Ásia há mais de 500 anos. A religião tem cerca de 27 milhões de adeptos praticantes ao redor do mundo, a maior parte no norte da Índia, onde se desenvolveu primeiro. Sikhs praticantes costumam não cortar os cabelos e os homens da religião frequentemente cobrem suas cabeças com turbantes e se abstém de raspar as barbas. Segundo estimativas, existem 500 mil sikhs nos EUA.

Os grupos que representam a comunidade sikh nos EUA reportam um aumento nos ataques e crimes de ódio contra a religião desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. A Coalizão Sikh, grupo sediado em Washington e que defende os interesses da comunidade, reportou mais de 700 incidentes desde setembro de 2001. A coalizão diz que os ataques decorrem do sentimento anti-islâmico nos EUA.

Os sikhs não praticam o Islã e a religião deles chegou a ser perseguida por governantes muçulmanos nos seus primórdios. Mesmo assim, seus turbantes e longas barbas frequentemente fazem os norte-americanos acreditarem que são muçulmanos, diz a Coalizão Sikh. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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