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Ataque fere Benazir Bhutto e mata pelo menos 10 no Paquistão

Explosão atinge área próxima a comício de ex-premiê e líder da oposição; número de mortos pode chegar a 20

Agências internacionais,

27 de dezembro de 2007 | 10h16

Um atentado suicida contra apoiadores da principal candidata nas eleições parlamentares do Paquistão, feriu a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto nesta quinta-feira, na cidade de Rawalpindi. O incidente pode ter matado até 20 pessoas. Segundo as agências Efe e France Presse, pelo menos dez pessoas morreram e de acordo com a Reuters, a polícia confirma 15 mortes.   O ministro do Interior paquistanês afirmou que a explosão foi resultado de um ataque suicida. O marido de Benazir, Asif Ali Zardari, afirmou que a oposicionista está gravemente ferida. Segundo o policial Abdul Karim, a explosão aconteceu após um comício e a ex-premiê tinha acabado de deixar o local no momento do atentado, minutos após discursar para a população.     Farahtullah Babar, porta-voz do partido de Bhutto, afirmou que o carro da ex-premiê estava a 50 metros da explosão. "Ela tinha acabado de deixar o local quando ouvimos a explosão. Foi possível sentir o impacto".   Pelo menos 133 pessoas morreram e 320 ficaram feridas em Karachi na chegada da ex-premiê no país, em outubro, após oito anos de exílio. Duas bombas explodiram perto do caminhão que transportava a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto.   Tiroteio   Outras quatro pessoas morreram e três ficaram feridas quando homens armados abriram fogo contra seguidores do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif. O incidente aconteceu durante um confronto entre apoiadores do presidente Pervez Musharraf e manifestantes liderados pelo ex-premiê.   O tiroteio foi o incidente mais violento já registrado na campanha para as eleições parlamentares de 8 de janeiro. Sharif culpou os partidários de Musharraf pela violência nas proximidades de Rawalpindi. O partido governista negou a participação de seus apoiadores no conflito.   Sadiq ul-Farooq, porta-voz do partido de Sharif, afirmou que o líder estava a 2 quilômetros dos manifestantes pró-governo. Imtiaz Ranjha, porta-voz da Liga Muçulmana do Paquistão-Q, aliada ao presidente Musharraf, condenou o ataque e acusou os apoiadores do ex-premiê de provocarem o incidente.   Sharif foi deposto pelo general Musharraf em um golpe militar em 1999. Sua candidatura ao cargo de premiê foi impugnada por conta de uma condenação à prisão perpétua em 2000 por seqüestro e terrorismo, quando ordenou em outubro de 1999, o seqüestro do avião onde viajava o então chefe do Estado-Maior e hoje presidente, Pervez Musharraf, que retornava de uma visita oficial ao Sri Lanka.

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