HO / IRIB / AFP
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Ataque iraniano em 8 de janeiro feriu ao menos 11 militares americanos

Inicialmente, Trump chegou a negar a existência de feridos depois do bombardeio que aconteceu no dia 8 de janeiro

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2020 | 02h04

WASHINGTON - Ao menos 11 soldados americanos sofreram traumatismos depois do ataque iraniano a uma base no Iraque na semana passada, informou nesta quinta-feira, 16, a Marinha dos Estados Unidos, apesar do presidente Donald Trump ter garantido que não houve vítimas.

"Apesar de nenhum membro militar americano ter morrido no ataque iraniano de 8 de janeiro à base aérea de Al-Assad, vários foram tratados por sintomas de comoção cerebral devido às explosões e ainda estão sob avaliação", informou o porta-voz do Comando Central da Marinha, Bill Urban. 

"Nos dias posteriores ao ataque, por precaução, alguns membros do serviço foram transferidos da base aérea de Al-Assad", revelou Urban, especificando que 11 soldados passaram pelo Centro Médico Regional Landstuhl, na Alemanha, e pelo Campo de Arifjan, no Kuwait, para exames médicos.

O porta-voz precisou que oito soldados foram para o Centro Médico na Alemanha e três para a base militar no Kuwuait. 

No momento do ataque, a maioria dos 1.500 soldados americanos na base estavam em abrigos antiaéreos. 

O ataque iraniano aconteceu em represália à morte do general Qasem Soleimaní, considerado um herói no país persa e que foi morto pelos Estados Unidos em um ataque a drone. 

Ele também explicou que "por precaução" os militares foram transportados da base de Ain al Asad, no oeste do Iraque, para o centro médico regional de Landstuhl, um hospital do Pentágono na Alemanha. 

"Quando forem considerados aptos para o serviço, espera-se que retornem ao Iraque após serem avaliados", afirmou o comunicado. 

Quando lançou seu ataque, a República Islâmica alertou que era apenas o começo de sua vingança. Além do ataque à base aérea de Al-Assad, no oeste do Iraque, os mísseis iranianos atingiram uma base em Arbil, que abriga tropas americanas e outros contingentes estrangeiros da coalizão liderada por Washington que luta contra remanescentes do grupo jihadista Estado Islâmico. 

À época, Trump optou por não responder à ofensiva iraniana com força militar e, em discurso à nação, disse que iria impor mais sanções contra o Irã. Essas sanções foram direcionadas contra oito posições iranianas importantes, incluindo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Shamkhani, bem como contra a indústria de aço, ferro e cobre do país. Teerã e Washington, que não mantêm relações diplomáticas desde 1979, enfrentaram inúmeras crises desde que Trump ordenou a saída dos EUA em 2018 do acordo nuclear de 2015. 

A atual escalada de tensão é especialmente grave e coincide com a derrubada pela República Islâmica de uma aeronave ucraniana, que causou a morte de seus 176 ocupantes. /AFP e EFE

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