Ataque israelense matou quatro brasileiros

Quatro brasileiros, todos membros de uma mesma família, morreram num ataque de Israel a um prédio na cidade de Srifa, no Sul do Líbano. A informação foi confirmada pela representação do Brasil em Beirute."As forças israelenses bombardearam um prédio na cidade de Srifa no qual morreram cerca de dez pessoas. Entramos em contato com brasileiros na região que nos confirmaram que entre as vítimas havia quatro de nossos cidadãos", informou o cônsul-geral adjunto do Brasil em Beirute, Fernando Vidal.Segundo o diplomata, as vítimas são o Akil Merhei, a sua mulher, Ahlam Jabir Melei, e os dois filhos do casal, a menina Fatima, de 4 anos, e o menino Ali, de 8."Aparentemente, a família residia aqui no Líbano. Os pais seriam libaneses naturalizados brasileiros e os filhos brasileiros natos", explicou Vidal.Segundo o diplomata, como a família tinha fixado residência permanente no Líbano, não foi levantada a possibilidade de transporte dos restos mortais para sepultamento no Brasil.PreocupaçãoVidal disse que a morte de brasileiros aumenta a preocupação do governo brasileiro com o conflito detonado pela captura de dois soldados israelenses pelo grupo xiita libanês Hezbollah."Existe um número muito grande de cidadãos brasileiros no Líbano, e o risco de termos vítimas brasileiras neste conflito aumenta a necessidade de atenção do Brasil", disse o diplomata.Mas ele observou que a maioria dos brasileiros de origem libanesa - ou libaneses de origem brasileira - vive na região do Vale do Beka, perto da fronteira com a Síria, onde ainda não aconteceu nenhum ataque."Já tivemos pessoas ligando do Beka para pedir informações ao consulado, mas por enquanto ninguém pediu ajuda. Estamos monitorando os acontecimentos", explicou.SaídaVidal disse que o governo brasileiro não descarta a possibilidade de ter que ajudar cidadãos a deixarem o Líbano se a violência crescer."Na hipótese de a situação se agravar, estamos nos preparando para realizar a evacuação de brasileiros que estejam aqui mas não tenham residência no Líbano", explicou.O presidente do partido Bloco Nacional Libanês, Carlos Edde - um libanês de origem brasileira -, diz que a possibilidade de um guerra aberta entre Israel e o Líbano não pode ser descartada."Ontem (quarta-feira), eu não achava que este era um risco grande, mas depois dos ataques que aconteceram hoje (quinta), a possibilidade de uma guerra aumentou. O governo está trabalhando para evitar uma escalada da violência, mas esse é um grande risco", diz o líder do partido, que está na coalizão de governo mas não tem deputados no atual Parlamento.

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