Ataque mais sangrento do Iraque deixa 215 mortos

Os ataques que atingiram a cidade de Bagdá nesta quinta-feira deixaram 215 mortos. Insurgentes sunitas explodiram cinco carros-bomba e duas salvas de morteiros no maior reduto xiita de Bagdá. Pelo menos 252 civis ficaram feridos. O governo chegou a declarar um toque de recolher a fim de conter a violência, mas a iniciativa se mostrou ineficaz, já que os atentados continuam. Os xiitas responderam aos ataques explodindo 10 morteiros no mais importante reduto sunita da região e matando pelo menos uma pessoa. As bombas também danificaram parte da mesquita Abu Hanifa e deixaram cerca de 14 feridos. Em seguida, outros dois carros-bomba estacionados explodiram praticamente ao mesmo tempo - um nos limites de Cidade Sadr e outro atrás do escritório do clérigo radical xiita antiamericano Muqtada al-Sadr. Nesta sexta-feira, dois atentados suicidas fizeram 22 vítimas na cidade de Tal Afar. Por volta das 11h30 (7h30 de Brasília), um terrorista detonou o carro-bomba em que estava na área central de Maarid. O segundo atentado foi obra de um terrorista que ativou os explosivos que levava presos ao corpo em outra movimentada rua de Tal Afar, acrescentaram as mesmas fontes. Tal Afar é uma conflituosa cidade povoada por turcomanos, curdos, sunitas e xiitas, onde foram registrados vários atentados desde a queda do regime de Saddam Hussein. O ataque de quinta-feira foi o mais sangrento atentado a bomba contra um mesmo alvo realizado no país desde a invasão americana, em 2003. Os funerais começaram nesta sexta-feira. Centenas de homens, mulheres e crianças batiam no peito, cantavam e choravam enquanto caminhavam ao lado dos carros com os caixões. Maiores ataques a bomba no Iraque Os números do ataque de quinta-feira só são comparáveis aos ataques simultâneos de Bagdá e Kerbala realizados em março de 2004, quando 171 pessoas morreram. Veja abaixo uma lista dos ataques mais mortíferos desde que os Estados Unidos derrubaram o regime de Saddam Hussein. 29 de agosto de 2003: um carro bomba deixa ao menos 83 mortos, incluindo o líder xiita Ayatollah Mohammed Baqer al-Hakim. Ataque aconteceu na mesquita de Imam Ali, na cidade de Najaf. 1º de fevereiro de 2004: 117 pessoas são mortas quando dois atacantes suicidas se explodem nos escritórios das duas principais facções curdas do Iraque, na cidade de Arbil. 2 de março de 2004: 171 pessoas são assassinados em dois ataques simultâneos nas cidades de Bagdá e Kerbala. 28 de fevereiro de 2005: Um ataque com carro-bomba no sul de Bagdá mata 125 pessoas e deixa outras 130 feridas. Este foi o pior ataque com apenas um artefato desde o início da guerra. 16 de julho de 2005: Um atacante suicidada explode um caminhão bomba próximo a uma mesquita xiita na cidade de Mussayib, matando 98 pessoas. 14 de setembro de 2005: Suicida mata 114 pessoas em um ataque a bomba em um distrito xiita de Bagdá. Outras 156 pessoas ficam feridas. 29 de setembro de 2005: 98 pessoas morrem em três explosões coordenadas com carros-bomba na cidade de Balad. 5 de janeiro de 2006: Dois atacantes suicidas matam cerca de 120 pessoas e ferem mais de 200 nas cidades de Kerbala e Ramadi. 1º de julho de 2006: Um ataque com um carro-bomba em um mercado no enclave xiita de Cidade Sadr mata 64 pessoas e fere outras 114. O até então desconhecido grupo terrorista Apoiadores do Povo Sunita assume a responsabilidade pelas mortes.

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