Ataque mata 25 em mesquita no Paquistão

Ataque mata 25 em mesquita no Paquistão

Homem-bomba detonou seus explosivos no momento das orações de sexta-feira; ao menos 30 ficaram feridos 

O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2016 | 21h45

ISLAMABAD - Ao menos 25 pessoas morreram em uma zona tribal do noroeste do Paquistão depois que um suicida detonou sua carga explosiva diante de uma mesquita durante a oração de sexta-feira. Segundo autoridades locais, o homem-bomba teria gritado “Allahu Akbar (Deus é Grande)” antes de se explodir. 

O atentado foi registrado em Butmaina, no distrito de Mohmand, Território Federal das Áreas Tribais, uma zona fronteiriça com o Afeganistão onde o Exército combate a milícia Taleban. Um funcionário de alto escalão das autoridades tribais, Naveed Akbar, confirmou as mortes acrescentando que ao menos 30 ficaram feridos. 

A autoria do atentado não havia sido reivindicada até ontem, mas o Taleban paquistanês costuma atacar lugares pouco protegidos, como tribunais, escolas ou locais de culto.

As regiões de fronteira paquistanesas, extremamente conservadoras e de difícil acesso, há tempos se tornaram santuário de militantes da Al-Qaeda, Taleban e outros grupos islâmicos.

O ataque foi condenado pelo primeiro-ministro, Nawaz Sharif, em comunicado, no qual afirma que “os covardes atentados dos terroristas não curvarão a determinação do governo em eliminar o terrorismo”.

O ataque ocorre um dia depois do término, no país, das celebrações do Eid al-Adha ou festa muçulmana do sacrifício. Na terça-feira passada, no primeiro dia dessa festividade, dois policiais morreram e quatro ficaram feridos em uma explosão durante a passagem de um veículo policial em Quetta (oeste), horas depois que um insurgente suicida morreu em outra tentativa de atentado perpetrado contra uma mesquita xiita no sul do país.

Apesar desses ataques, o Paquistão viu cair o número de ações terroristas, uma tendência que o governo e o Exército atribuem à operação militar iniciada em junho de 2014 contra supostos santuários Taleban. 

A operação visa a desmantelar as bases dos grupos islamistas armados que operam nas zonas tribais, alimentando uma insurreição que já custou a vida de milhares desde 2004. / AFP, REUTERS e EFE 

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