Ataque mata sete perto de quartel de presidente paquistanês

Ministério afirma que Pervez Musharraf estava em segurança no momento da explosão; dez foram feridos

Agências internacionais,

30 de outubro de 2007 | 07h57

Um ataque suicida matou nesta terça-feira, 30, ao menos sete pessoas a menos de um quilômetro do quartel-general militar do presidente paquistanês, Pervez Musharraf, em Rawalpindi, informou a polícia.   Segundo a emissora, um homem, que ia a pé, detonou os explosivos que levava consigo na área de Katchehry Chowk, em Rawalpindi, nas imediações do quartel. A explosão deixou cinco mortos e pelo menos 18 de feridos, entre eles 14 policiais e quatro civis. Entre os mortos está o homem-bomba, dois policiais e duas pessoas que passavam pelo local. Onze pessoas ficaram feridas.   "Nossos policiais questionaram o agressor, que detonou o artefato perto de seu posto", afirmou o chefe policial Saud Aziz. "A polícia era o alvo."  Segundo o vice-ministro da Informação, Tariq Azim Khan, Musharraf estava em segurança em seu gabinete no momento da explosão.   Musharraf, aliado dos Estados Unidos, já sobreviveu a ao menos três tentativas de assassinato - duas em dezembro de 2003 e uma em julho, quando seu avião deixava o aeroporto de Rawalpindi.   Os ataques contra as forças de segurança multiplicaram-se no país desde que elas invadiram, em julho, a Mesquita Vermelha, localizada em Islamabad, para combater um grupo radical ao estilo da milícia Taleban que se alojava no local. Mais de 100 pessoas foram mortas nos confrontos que se seguiram.   Outro grande ataque foi cometido possivelmente por dois homens-bomba e matou 139 pessoas em Karachi durante um evento para saudar a volta do exílio da ex-premiê Benazir Bhutto, no dia 18.   Assim com Musharraf, Bhutto é vista como aliada do Ocidente, já que os dois prometeram acabar com militantes.

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