Ataque no Iêmen deixa pelo menos 29 mortos

Homens suspeitos de serem militantes da Al-Qaeda realizaram ataques simultâneos nesta quarta-feira em seis escritórios do governo do Iêmen em uma província ao sul da capital Sanaa. O episódio deixou pelo menos 29 pessoas mortas, de acordo com autoridades.

Estadão Conteúdo

08 de outubro de 2014 | 18h51

O Ministério do Interior informou em uma declaração que 14 soldados e 15 militantes morreram na província central de Baida. De acordo com a pasta, atiradores atacaram quartéis de segurança, um acampamento de forças especiais, um escritório da agência de inteligência e outros escritórios do governo usado carros-bomba. As tropas atiraram de volta e impediram que os atiradores assumissem o controle dos escritórios.

Outra autoridade de segurança informou que pelo menos três civis também morreram no ataque. Um funcionário que falou na condição de anonimato afirmou que os alvos incluíram o escritório de comunicação do governo e um prédio administrativo do Ministério da Educação.

O Iêmen abriga uma ramificação da rede terrorista Al-Qaeda e já sofreu ataques de militantes do grupo. O país também está no meio de uma crise política entre o governo central e os rebeldes xiitas que estiveram no controle da capital nas últimas duas semanas. Na terça-feira, os rebeldes, conhecidos como Houthis, rejeitaram a escolha de primeiro-ministro do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi.

Nesta quarta-feira o líder rebelde Abdel-Malik Al-Houthi fez um pronunciamento na televisão pedindo que apoiadores se reúnam na quinta-feira para protestar contra a nomeação de Ahmed Awad Bin Mubarak como primeiro-ministro do país. Al-Houthi afirmou que o grupo está surpreso com a nomeação de Bin Mubarak, que ele chamou de "fantoche" nas mãos de forças estrangeiras. "Uma evidente interferência estrangeira é uma forma de contornar a revolução popular", afirmou. Fonte: Associated Press.

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