AFP PHOTO / Mohamed al-Bakour
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Ataque químico deixa 58 mortos na Síria, diz ONG

Ativistas e repórteres alegam que houve um segundo bombardeio ao hospital que tratava as vítimas; 11 crianças morreram na explosão

O Estado de S.Paulo

04 Abril 2017 | 07h37

CAIRO - Pelo menos 58 pessoas, entre elas 11 crianças, morreram e dezenas ficaram feridas nesta terça-feira, 4, em um suposto bombardeio químico na cidade de Khan Shikhoun, no sul da Província de Idlib, no norte da Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Ativistas e repórteres da imprensa local também alegam que horas após o ataque houve um bombardeio ao hospital que tratava as vítimas.

A ONG, que citou fontes médicas e ativistas, informou que alguns dos feridos no atentado realizado por aviões ainda não identificados apresentavam sintomas de asfixia, vômito e dificuldades para respirar.

O OSDH não descartou que o número de mortos aumente porque há feridos em estado grave. Agências de notícias ainda não definiram um número certo, mas estimam que haja em torno de 60 ou 70 mortos.

Ativistas sírios descrevem a ação como uma das piores já vividas pelo país ao longo do conflito que já dura seis anos. Ainda não houve um pronunciamento oficial de Damasco sobre o ataque.

A Defesa Civil Síria em Idlib, integrada por voluntários que prestam trabalhos de resgate em áreas fora do controle do governo, informou em sua página do Facebook que, por enquanto, os médicos não puderam identificar o tipo de gás utilizado no ataque a Khan Shikhoun.

De acordo com os dados da Defesa Civil Síria, cujos ativistas também são conhecidos como "capacetes brancos", há 50 mortos e 250 feridos, a maioria deles menores e mulheres. A nota destacou que alguns feridos apresentavam espasmos e espumavam pela boca.

O diretor do Centro de Informação de Idlib, que faz oposição ao regime do presidente Bashar Assad, Obeida Fadel, acusou aviões de guerra das forças governamentais de terem realizado o ataque em Khan Shikhoun.

Fadel afirmou que as aeronaves eram de tipo Sukhoi 22 e bombardearam bairros residenciais da região com projéteis que continham gás sarin. "Pouco depois do ataque, começou a se expandir um cheiro de gás pela cidade", acrescentou ele.

A Rússia negou categoricamente que sua aviação tenha bombardeado Khan Shikhoun. "Os aviões das forças aéreas da Rússia não efetuaram ataque na região em torno da cidade de Khan Shikhoun, na Província de Idlib", informou o Ministério da Defesa russo em comunicado.

O ativista indicou que Khan Shikhoun é uma cidade de 75 mil habitantes, sendo que muitos deles são oriundos da província vizinha de Hama, que está sob o controle do Exército Livre Sírio (ELS) / EFE e ASSOCIATED PRESS

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