Ataque químico é 'única explicação possível', diz Londres

Chanceler britânico afirma que se autoria de massacre não for provada, ONU deverá conceder um mandato 'mais poderoso'

LONDRES, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2013 | 02h11

O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, afirmou ontem que a única explicação possível para as centenas de mortes registradas na quarta-feira em Damasco é um ataque com armas químicas. "Não há outra explicação plausível com tantas vítimas numa pequena área", afirmou Hague.

Em um discurso transmitido pela TV, o chanceler britânico acrescentou ainda que a ação teria partido da ditadura síria. "Acreditamos que esse foi um ataque químico do regime de Assad, mas queremos que a ONU confirme", indicou o chefe da diplomacia britânica na Sky News e na BBC.

"A única explicação possível para o que vimos é um ataque químico", reiterou, acrescentando que a prioridade seria garantir que a equipe de inspetores da ONU no terreno investigue o local para determinar os fatos. "Se isso não ocorrer nos próximos dias, porque o tempo é crucial nesses casos - e as provas se deteriorarão nos próximos dias -, então nós estaremos prontos para acionar o Conselho de Segurança para obter um mandato mais poderoso", disse.

Amostras. Um dirigente da coalizão oposicionista síria disse ontem que os inimigos de Assad conseguiram tirar do país amostras colhidas de vítimas, para que sejam examinadas por especialistas. "Nós as colhemos e as mandamos para fora da Síria", disse em Istambul o secretário-geral da Coalizão Nacional Síria, Badr Jamous. Ele se negou a dizer para onde as amostras teriam sido enviadas.

A oposição diz que poderia garantir a segurança dos inspetores em áreas sob seu controle. "É crucial que esses inspetores cheguem lá em 48 horas", disse Khaled Saleh, porta-voz da coalizão oposicionista, em entrevista". Ele respondia a insinuações russas de que os rebeldes não têm interesse em averiguar a autoria do ataque. / AFP e REUTERS

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