Ibrahim Yasouf / AFP
Ibrahim Yasouf / AFP

Ataque russo deixa 15 mortos na Síria, diz ONG

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, o ataque aconteceu na província de Idlib, na Síria, horas antes de uma reunião decisiva entre a Turquia e a Rússia sobre o futuro da região

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2020 | 05h27

Pelo menos 15 civis morreram nessa quinta-feira, 5, em um ataque da aviação de guerra russa, aliada de Damasco, contra um grupo de pessoas deslocadas na província de Idlib, no noroeste da Síria, horas antes de uma reunião decisiva entre a Turquia e a Rússia sobre o futuro da região, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O ataque ocorreu nesta manhã em uma área próxima à cidade de Maarat al Misrin, norte da cidade de Idlib e capital da província homônima, considerada a última fortaleza da oposição no país, disse a ONG, cuja sede é no Reino Unido, mas possui uma ampla rede de colaboradores em campo.

Entre os mortos estão seis mulheres e uma menina, além de 18 pessoas feridas, algumas em estado grave, segundo a ONG.

Nesta quinta-feira, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, deve se reunir com seu colega russo, Vladimir Putin, para discutir a situação de Idlib diante da crescente violência nas últimas semanas.

O Observatório observou que as pessoas deslocadas por lá fugiram de suas casas em Hama e Alepo, bem como no sul de Idlib.

A ONU figura em quase um milhão de pessoas que foram deslocadas desde 1º de dezembro por hostilidades na região, nas quais tropas leais ao governo do presidente Bashar al Assad e da Rússia lutam por ar e terra contra facções opostas e Islâmicos, apoiados pela Turquia.

Nas últimas semanas, aumentou a tensão entre Damasco e Ancara, o que forçou Erdogan a lançar uma ofensiva contra o exército sírio depois que cerca de 30 de seus soldados morreram em um ataque de unidades sírias em Idlib.

Damasco respondeu e fechou o espaço aéreo e ameaçou derrubar os dispositivos que "violavam" a zona síria, o que resultou em uma troca de demolições de aeronaves e drones pelos dois países.

Idlib é praticamente dominado pela Agência de Libertação do Levante, uma aliança islâmica que inclui a ex-afiliada síria da Al Qaeda, que Moscou e Damasco consideram "terroristas" e o alvo da ofensiva lançada em abril passado. /EFE

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