AP Photo/Assad Muhsin
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Ataque suicida contra casamento no Iraque mata 18 pessoas

Ação executadas por membros do Estado Islâmico teve como alvo uma cerimônia de muçulmanos xiitas na cidade de Ain Tamer, cerca de 130 quilômetros da cidade santa xiita de Kerbala

O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2016 | 11h28

BAGDÁ - Pelo menos 18 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas em um ataque suicida múltiplo do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) contra um casamento na região de Ain Tamer, na província de Kerbala, no Iraque, cuja maioria da população é xiita, informou nesta segunda-feira, 29, uma fonte de segurança.

Cinco suicidas portando explosivos se infiltraram na celebração na noite de domingo em Ain Tamer, a cerca de 130 quilômetros da cidade santa xiita de Kerbala. Um dos terroristas lançou bombas caseiras e disparou com um fuzil contra os presentes no casamento antes de detonar seu colete-bomba.

Os outros quatro extremistas foram abatidos pelas forças de segurança antes que conseguissem acionar seus explosivos, segundo a fonte. As forças da ordem impuseram fortes medidas de segurança em Ain Tamer, onde proibiram o movimento de pessoas e veículos.

Um site vinculado ao EI explicou em comunicado que o ataque foi cometido por "quatro combatentes contra uma concentração de xiitas na região de Ain Tamer". Segundo o mesmo site, o atentado deixou dezenas de mortos e feridos.

No dia 7 de junho, cinco pessoas morreram e outras dez ficaram feridas pela explosão de um carro-bomba perto de um centro comercial em Kerbala, um atentado cuja responsabilidade foi reivindicada pelo EI. O grupo jihadista sunita considera os xiitas "apóstatas" e ameaçou realizar ataques contra os fiéis deste ramo do islã em várias ocasiões.

A cidade de Kerbala, que fica 110 quilômetros ao sul de Bagdá, abriga o túmulo dos netos de Maomé, Hussein e Abbas, o que lhe confere um caráter sagrado para os xiitas. Segundo a tradição xiita, Hussein e seus seguidores morreram quando tentavam libertar os povos da região da tirania do segundo califa omíada, Yazid Ibn Muawiya. A batalha de Kerbala marcou o cisma entre as confissões sunita e xiita, as duas principais do islã. / EFE

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