Ataque suicida contra militares mata pelo menos 50 pessoas no Iêmen

Terrorista se infiltrou entre soldados no sul da capital Sana e detonou bombas que estavam presas ao seu corpo

Efe,

21 Maio 2012 | 05h21

Atualizado às 7h11

SANAA - Mais de 50 pessoas morreram nesta segunda-feira, 21, em um atentado suicida contra um grupo de soldados da Segurança Central que preparavam um desfile na praça de Sabein, no sul de Sana, Iêmen, informaram à Agência Efe fontes policiais do país.

O ministro da Defesa, Mohammed Nasser Ahmad, e o chefe do Estado-Maior, Ali al Ashual, que estavam na praça no momento da explosão, saíram ilesos do ataque, anunciou o Ministério da Defesa em comunicado.

Vários membros das forças da ordem que presenciaram o ataque disseram à Efe que um suicida, disfarçado de policial, detonou um cinto de explosivos encostado a seu corpo no meio de um grupo de soldados da Segurança Central, quando acabaram os ensaios para um desfile.

A Polícia cercou os acessos à região, onde ainda restam restos humanos espalhados pelo chão e há uma grande mancha negra de cinza, como pôde constatar a Efe.

Um oficial da Polícia, geral Hamid Besher, disse que as primeiras investigações apontam para que o grupo terrorista Al Qaeda esteja por trás deste atentado, que leva o selo desta organização.

Está previsto que amanhã se realize na praça de Sabein um ato para celebrar o 22º aniversário da unificação do Iêmen, ao qual espera-se que participem o presidente do país, Abdo Rabbo Mansour Hadi, e outros altos cargos.

O lugar fica do palácio presidencial e do rico bairro de Al Sefarat.

Este atentado coincide com o desenvolvimento de uma grande ofensiva militar no sul do país, iniciada no último dia 12 contra os redutos da Al Qaeda na província de Abian.

Na última semana, dezenas de pessoas, entre militares e supostos combatentes, perderam a vida nos combates.

A atividade da Al Qaeda aumentou no Iêmen desde que há mais de um ano explodiu a revolta popular contra o regime de Ali Abdullah Saleh, cuja saída definitiva do poder aconteceu no final de fevereiro passado com a posse de Hadi, que até então tinha sido seu vice-presidente.

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