Ataque suicida deixa 17 mortos no Iraque, dizem oficiais

Mulheres, idosos e seis policiais estão entre as vítimas; atentado foi atribuído à Al-Qaeda

Agência Estado

12 de dezembro de 2010 | 09h23

Autoridades contabilizam ao menos 23 feridos na explosão.

 

BAGDÁ - Um suicida explodiu o próprio carro neste domingo, 12, do lado de fora dos escritórios do governo em uma província no oeste da capital iraquiana, matando 17 pessoas, incluindo mulheres e idosos que esperaram para receber seus cheques da previdência, disseram oficiais.

 

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Seis policiais também estavam entre os mortos, segundo oficiais da polícia e de um hospital, que falaram em condição de anonimato, por não serem autorizados a falar com a imprensa.

 

Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas na explosão deste domingo fora de Ramadi, segundo os oficiais. "Nós corremos para fora do complexo dos escritórios e vimos diversos mortos e feridos nas ruas, disse o vice-governador de Anbar, Saadoun Obeid, que estava no escritório durante a explosão. "Vi duas mulheres mortas cujos corpos estavam queimados".

 

Obeid disse que o congestionamento de veículos impediu que o suicida conduzisse o veículo para a frente do portão. Testemunhas afirmaram que o carro explodiu a cerca de 200 metros do complexo, criando cratera de diversos metros de largura. Oficiais imediatamente culparam a Al-Qaeda pelo ataque.

 

A polícia encontrou uma segunda bomba perto de um estacionamento de veículos minutos depois, mas, segundo os policiais, o artefato foi detonado em uma área segura.

 

O complexo de escritórios em Ramadi, 115 quilômetros a oeste de Bagdá, também é base do quartel da política e do escritório do governador. O presidente do conselho de Anbar, Jasim Mohammed al-Halbusi, diz que a contagem de mortes é menor, estimando oito mortos e 12 feridos, mas diz que o número de mortes deverá aumentar, pois diversos feridos estavam em condições críticas. Obeid diz que cerca de 57 pessoas estavam feridas. As informações são da Associated Press.

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