Ataque suicida deixa 5 mortos no Paquistão

Militantes disfarçados como policiais e usando coletes explosivos atacaram o escritório de Mutahir Zeb, importante político no noroeste do Paquistão nesta segunda-feira, matando cinco pessoas. No sudoeste do país, milhares de muçulmanos xiitas protestaram, pelo segundo dia consecutivo, contra um bombardeio que deixou 84 mortos.

AE, Agência Estado

18 de fevereiro de 2013 | 09h33

Mutahir Zeb, político da região tribal do Khyber, realizava uma reunião em seu escritório em Peshawar no momento do ataque, mas não ficou ferido. Quatro homens abriram fogo contra os policiais que faziam a segurança do local e conseguiram entrar no escritório, informou o policial Sajad Hussain. Em seguida, três deles detonaram os explosivos que levavam junto ao corpo, mas não está claro o que aconteceu com o quarto militante.

Os corpos das cinco vítimas mortas no ataque foram levados para um hospital local, assim como as sete pessoas que ficaram feridas no ataque, informou Jamil Shah, porta-voz do hospital. De acordo com o oficial de polícia Noor Mohammed Khan, dentre os mortos estão quatro policiais e um ancião civil; já os feridos são quatro policiais e três civis.

Shahid Shinwari, que testemunhou o ataque, disse que tudo aconteceu quando uma van com prisioneiros chegou ao local e que os militantes tentaram libertar os detidos. O local é aberto do público às segundas-feiras e estava lotado no momento do ataque.

Já em Quetta, sudoeste do país, mais de 4 mil homens e mulheres xiitas realizaram um protesto no local onde ficava um mercado, que foi atacado com bombas no sábado. Nesta segunda-feira, o número de mortos subiu para 84. Os manifestantes xiitas se recusam a enterrar as vítimas até que as autoridades tomem atitudes contra os militantes que realizaram a ação.

Os xiitas, que são minoria no Paquistão, têm sido cada vez mais alvo de militantes radicais sunitas, que não os consideram verdadeiros muçulmanos. O grupo Lashkar-e-Jhangvi assumiu a responsabilidade pelos dois ataques recentes em Quetta. Grupos de direitos humanos e integrantes da comunidade xiita têm acusado o governo de não fazer o suficiente para combater os militantes.

Muitos dos ataques acontecem na província do Baluquistão, da qual Quetta é a capital. A província tem a maior concentração de xiitas do país. Muitos deles são Hazaras, grupo étnico que imigrou do Afeganistão mais de um século atrás. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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