Ataque suicida deixa 89 mortos no leste do Afeganistão

Porta-voz do Ministério da Defesa disse que o suicida detonou o carro cheio de explosivos quando dirigia pelo mercado da cidade

Agência Estado

15 Julho 2014 | 10h36

A explosão de um carro-bomba matou 89 pessoas nesta terça-feira no leste do Afeganistão. O veículo explodiu nas proximidades de um movimentado mercado e de uma mesquita na cidade de Urgun, província de Paktika, deixando também mais de 40 feridos.

O ataque foi o mais violento dos últimos meses no Afeganistão, destacando a instabilidade do país na medida em que as tropas estrangeiras se preparam para sair do território afegão até o final do ano.

O general Mohammad Zahir Azimi, porta-voz do Ministério da Defesa, disse que o suicida detonou o carro cheio de explosivos quando dirigia pelo movimentado mercado da cidade, que faz fronteira com o Paquistão.

O Exército forneceu helicópteros e ambulâncias para transportar as vítimas para a capital da província, Sharan. Quarenta e dois feridos haviam sido transferidos para hospitais locais. A explosão também destruiu mais de 20 lojas e dezenas de veículos, afirmou Azimi.

Nenhum grupo havia assumido a responsabilidade pelo ataque, mas o Taleban enviou um comunicado para alguns meios de comunicação negando envolvimento na ação em Paktika, afirmando "condenar fortemente ataques contra populações locais".

O ataque foi também o maior desde o acordo entre os dois concorrentes à presidência do país, fechado no final de semana, com intermediação do secretário de Estado norte-americano John Kerry.

Horas antes do atentado no leste afegão, uma bomba colocada à margem de uma via em Cabul atingiu uma minivan que levava sete funcionários do escritório de imprensa do palácio presidencial, matando dois passageiros. Os funcionários estavam a caminho do trabalho. Quatro funcionários e o motorista ficaram feridos e um passageiro não teve ferimentos.

O porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid, assumiu a responsabilidade do grupo pelo ataque em comunicado enviado a jornalistas. Fonte: Associated Press.

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