DELIL SOULEIMAN/AFP
DELIL SOULEIMAN/AFP

Ataque suicida em casamento na Síria deixa 22 mortos

Boda era de membro das Forças Democráticas Sírias, que combate o Estado Islâmico

O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2016 | 21h38

BEIRUTE - Uma festa de casamento no noroeste da Síria terminou em tragédia nesta segunda-feira quando um suicida explodiu uma bomba durante a cerimônia, celebrada perto da cidade de Hasakeh, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

"Um suicida se explodiu no interior de um salão no povoado de Al-Tall, ao norte de Hasakeh, onde era realizado o casamento de um combatente das Forças Democráticas Sírias (FDS)", indicou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

Depois de um primeiro balanço de 14 mortos, a ONG elevou o número para 22. As FDS são uma coalizão árabe-curda que combate o grupo extremista Estado Islâmico (EI) com a ajuda dos Estados Unidos.

O organismo indicou que entre os mortos está o noivo e muitos feridos se encontram em estado grave. Uma fonte no hospital de Hasakeh disse à AFP que "havia mais de 20 mortos e dezenas de feridos".

Hospital. Em Alepo, vários bombardeios destruíram nesta segunda-feira o maior hospital da parte rebelde da cidade, no norte da Síria, que sofre uma intensa ofensiva por parte do governo sírio e de seu aliado russo, informou o OSDH.

"O hospital M10, o maior do leste de Aleppo, foi destruído e está fora de funcionamento de forma permanente", tuitou, por sua vez, Adham Sahlul, da SAMS (Syrian American Medical Society), uma ONG médica que dá apoio ao hospital.

"O hospital não está operacional. Segundo funcionários e médicos, não pode ser reparado", afirma um comunicado de imprensa. "Tememos que o prédio desabe sobre o andar subterrâneo. Tememos pelo pessoal", acrescenta. Segundo a SAMS, o bombardeio deixou três mortos entre os funcionários do centro médico.

O OSDH informou, por sua vez, da morte de dois empregados e disse que o terceiro se encontra sob escombros. O M10 foi alvo de vários ataques aéreos, principalmente no sábado. O OSDH não identificou se foram ataques de aviões do regime ou de seu aliado russo. / AFP

 

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