Feisal Omar/Reuters
Feisal Omar/Reuters

Ataque suicida em teatro da Somália mata pelo menos dez pessoas

Entre os feridos, está o ministro de Finanças. O primeiro-ministro e outros três membros do gabinete saíram ilesos

04 de abril de 2012 | 09h47

MOGADÍSCIO - Pelo menos 10 pessoas morreram nesta quarta-feira, 4, e várias ficaram feridas, entre elas o ministro de Finanças da Somália, em um atentado suicida cometido durante uma cerimônia no Teatro Nacional de Mogadíscio, do qual saíram ilesos o primeiro-ministro e outros três membros de seu gabinete.

O diretor da Televisão Nacional Somali, Libam Ali Nouri, presente no teatro no momento da explosão, disse à Agência Efe que uma mulher fez-se passar por jornalista e realizou o atentado no meio do ato, organizado pelo Governo Federal de Transição da Somália.

Segundo a Agência Efe pôde comprovar, entre os mortos estavam os presidentes da Federação de Futebol da Somália, Said Mohammed Mugabe, e do Comitê Olímpico do país, Adam Haji Yabarow.

O ministro de Defesa somali, Hussein Arab Isse, confirmou à Efe que o primeiro-ministro do país, Abdiweli Mohammed Ali, estava discursando no momento da explosão, mas não ficou ferido.

Por outro lado, o ministro de Finanças e dois deputados do país africano foram atingidos pela explosão, assim como vários jornalistas e famosos artistas somalis.

Embora nenhum grupo tenha se responsabilizado pelo atentado, a milícia islamita radical somali Al Shabab, que em fevereiro anunciou sua união formal com a rede terrorista Al Qaeda, realiza ataques deste tipo na capital somali de forma rotineira.

A milícia combate desde 2006 as tropas do governo e da Missão da União Africana na Somália (AMISOM), apoiadas por forças da Etiópia, para instaurar um Estado muçulmano de corte wahhabista no país.

A Somália carece de um governo efetivo desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, e seu território passou a ser controlado por senhores da guerra tribais, milícias islâmicas e bandos de criminosos armados.

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