Ataque suicida mata 24 e fere mais de 70 no Paquistão

Atentado contra forças policiais acontece enquanto oficiais vigiavam manifestação de advogados em Tribunal

Agências internacionais,

10 de janeiro de 2008 | 07h20

Pelo menos 24 pessoas, a maioria policiais, morreram nesta quinta-feira, 10, num ataque suicida contra a sede do Tribunal Superior de Lahore, no leste do Paquistão, segundo informou o porta-voz do Ministério de Interior, Javed Iqbal Cheema.   A explosão estilhaçou vidraças do tribunal e fez disparar bombas de gás lacrimogêneo que policiais portavam, impedindo que as pessoas chegassem perto dos feridos nos primeiros momentos após o ataque. O chefe de operações policiais em Lahore, Aftab Cheema, afirmou que o homem-bomba correu para a barreira policial e se explodiu. Segundo ele, 20 policiais e dois civis morreram.   As forças de segurança estavam postadas no local para vigiar uma manifestação de advogados da região do Punjab. O policial Mohammed Masood afirmou que mais de 70 pessoas foram feridas, incluindo muitos civis.   Cheema afirmou que o alvo do ataque, às 11h45 (4h45 de Brasília), era a polícia. Ele acrescentou que o governo decretou um "alerta vermelho", segundo a Dawn. Nenhum grupo se responsabilizou pelo ataque, mas a administração de Musharraf responsabilizou dois comandantes Taleban ligados ao grupo islâmico Al-Qaeda pela onda de ataques suicidas - mais de 20 nos últimos três meses, a maioria contra forças de segurança.   O presidente Pervez Musharraf condenou o ataque e reiterou sua determinação de "continuar a luta contra terrorismo e extremismo e não ser dissuadido por tais atos."   As ruas próximas ao tribunal são um cenário habitual de confrontos entre os policiais e advogados que protestam contra o regime de Pervez Musharraf.   O ataque ocorreu no momento em que agentes da Scotland Yard, a polícia britânica, visitavam laboratórios forenses na cidade, capital da província de Punjab, a fim de examinar evidências relacionadas ao assassinato da ex-premier Benazir Bhutto em Rawalpindi, ao norte. "Nunca tinha ouvido uma explosão tão grande em minha vida", disse Abdul Hameed, um assistente de advogado que estava dentro do tribunal quando ocorreu o ataque.   Centenas de pessoas foram mortas por explosões suicidas no Paquistão nos últimos meses. Em 27 de dezembro, a líder oposicionista e ex-premiê Benazir Bhutto morreu durante um ataque com tiros e bombas quando deixava um comício na cidade de Rawalpindi.

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