Ataque suicida mata ao menos 15 e fere outros 20 no Paquistão

'Alvo eram as forças de segurança', diz autoridade da cidade; explosão ocorreu perto da Mesquita Vermelha

Agências internacionais,

06 de julho de 2008 | 11h26

Pelo menos 15 pessoas morreram e 20 ficaram feridas neste domingo, 6, em um aparente ataque suicida perto da Mesquita Vermelha em Islamabad, capital do Paquistão, informaram autoridades da cidade. Rana Akbar Hayat, um alto funcionário governamental, disse que pelo menos 10 dos mortos eram funcionários da polícia, acrescentando que o ataque "foi direcionado pelo suicida contra as forças policiais." A polícia acha que o número de vítimas fatais pode aumentar.  Veja também:Sete mortos em desmoronamento de edifício no Paquistão De acordo com o porta-voz da polícia paquistanesa, Naeem Iqbal, aparentemente, a maior parte dos mortos são da polícia. Ele disse previamente que a explosão ocorreu em um ponto em frente a uma estação policial, que também fica perto do Melody Market, situado nas proximidades da mesquita, onde neste domingo estavam reunidos centenas de estudantes que participavam de uma conferência por ocasião do primeiro aniversário do ataque a essa mesquita, que deixou pelo menos 100 mortos.  O secretário do Interior, Kamal Shah, disse, baseado em testemunhas, que o ataque foi feito por um homem que aparentava 30 anos que saiu da multidão e correu em direção ao grupo de policiais. Ele informou que a polícia encontrou a "parte superior" do corpo do homem, mas não deu outros detalhes. O primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, já condenou o atentado e disse que os responsáveis serão levados aos tribunais. A Mesquita Vermelha, situada no coração de Islamabad, se transformou no início do ano passado em um foco fundamentalista, e seu principal clérigo, Abdul Aziz, incitava a atentados suicidas em seus sermões se não fosse imposta no país a lei islâmica (sharia). Após várias tentativas de negociação infrutíferas, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, ordenou o posicionamento de tropas e paramilitares ao redor do templo, no ano passado. Após vários dias sitiada, em 10 de julho começou o ataque militar ao templo, no qual cerca de 100 pessoas morreram, segundo números oficiais, mas uma fonte dos serviços secretos elevou o número de vítimas para mais de 300. UEA Presidência francesa da União Européia (UE) condenou "com a maior firmeza" o atentado e expressou seu apoio ao governo do Paquistão em sua luta contra o terrorismo. Em comunicado, a presidência da UE manifestou também sua simpatia às famílias das vítimas e às forças de segurança paquistanesas, que"mais uma vez foram colocadas à prova".Atualizado às 16 horas

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