AP Photos/Massoud Hossaini
AP Photos/Massoud Hossaini

Ataque taleban em Cabul deixa ao menos 20 mortos e mais de 40 feridos

Grupo também realizou um atentado contra um hospital na Província de Ghor, no centro do Afeganistão, matando 35 pessoas

O Estado de S.Paulo

24 Julho 2017 | 02h52
Atualizado 24 Julho 2017 | 10h11

CABUL - Um militante taleban detonou um carro-bomba na cidade de Cabul nesta segunda-feira, 24, deixando ao menos 24 mortos e mais de 40 feridos, informaram autoridades do governo, em um dos piores ataques na capital afegã nas últimas semanas.

A polícia interditou a região do atentado, localizada perto da casa de Mohammad Mohaqiq, um importante líder do governo afegão, e em uma parte da cidade onde vivem muitas das comunidades de maioria xiita hazara.

O ataque, que teve como alvo funcionários do governo, deu continuidade à violência implacável que já matou mais de 1,7 mil civis no Afeganistão apenas neste ano.

Os taleban, que disputam o controle do Afeganistão com o governo apoiado pelo Ocidente e uma coalizão apoiada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), lançaram uma onda de ataques pelo país nos últimos dias, desencadeando conflitos em mais de seis províncias.

"Eu estava na minha loja quando de repente eu escutei um som terrível e, como resultado, todas as janelas da minha loja quebraram", disse Ali Ahmed, um morador da área do ataque.

Na Província de Ghor, no centro do Afeganistão, ao menos 35 pessoas morreram em outro ataque dos taleban, desta vez contra um hospital, anunciou Shah Hussin Murtazawi, o porta-voz da Presidência nesta segunda-feira. "Trata-se de um crime contra a humanidade", declarou ele à imprensa.

Nesta segunda-feira, a comunidade hazara comemora o primeiro aniversário - do calendário religioso - do atentado contra uma manifestação de milhares de seus membros. No dia 23 de julho de 2016, 84 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas. Foi o primeiro atentado cuja autoria foi reivindicada pelo grupo extremista no centro da capital afegã. Desde então, o Estado Islâmico (EI) atacou várias vezes os xiitas do país. / REUTERS e AFP 

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