Ataque suicida mata cunhado de Assad e ministro

A TV estatal da Síria afirma que o cunhado do presidente Bashar Assad está entre os mortos em um atentado suicida contra a sede da Segurança Nacional do país, nesta quarta-feira, em Damasco. Também foi morto na explosão o ministro da Defesa, Dawoud Rajha. A polícia isolou a área e jornalistas foram proibidos de aproximar-se do local.

AE, Agência Estado

18 de julho de 2012 | 09h07

O general Assef Shawkat era o vice-ministro da Defesa da Síria. Ele estava entre as figuras mais temidas do círculo próximo a Assad. Ele é casado com a irmão mais velha do presidente, Bushra. A bomba atingiu o prédio da Segurança Nacional durante uma reunião dos ministros de gabinete e autoridades de segurança, afirma a TV estatal.

O ministro da Defesa, Dawoud Rajha, de 65 anos, ex-general do Exército, era o mais graduado oficial cristão do governo sírio. Assad o indicou para o posto no ano passado. A emissora disse que alguns oficiais ficaram seriamente feridos, e mais tarde reportou a morte do ministro.

A capital é palco de quatro dias seguidos de confrontos entre forças do governo e rebeldes, que tentam derrubar o regime através da força. Os combates são um desafio sem precedentes ao domínio do governo. Baseado em Damasco, o ativista Omar al-Dimashki afirmou que a Guarda Republicana cerca a área próxima ao hospital Al-Shami, para onde os feridos foram levados

Em meio ao aumento da violência na Síria, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar ainda nesta quarta-feira uma nova resolução que visa pressionar o regime sírio a cooperar com um plano de paz.

A Rússia, no entanto, permanece em desacordo com os Estados Unidos e seus aliados europeus. Moscou é veementemente contra qualquer menção ao Capítulo 7 da Carta da ONU, que poderia eventualmente permitir o uso de força para encerrar o conflito.

Além da repressão do governo, rebeldes estão lançando ataques cada vez mais mortais contra alvos do regime, e vários ataques suicidas ocorridos neste ano sugerem que a Al-Qaeda ou outros grupos extremistas juntaram-se à luta. Ativistas estimam que mais de 17 mil pessoas foram mortas desde que a revolta começou, em março de 2011. As informações são da Associated Press.

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