Ataque suicida mata 'dezenas de soldados' na Síria, segundo ativistas

Atentado tinha como alvo um posto de segurança do Exército na província de Hama, centro do país

Agência Estado

05 de novembro de 2012 | 11h53

DAMASCO - A explosão de um carro-bomba em um ataque suicida causou a morte de "dezenas de soldados" nesta segunda-feira, 5, na província de Hama, na região central da Síria, segundo ativistas do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres.

 

O atentado, ocorrido no vilarejo de Ziyara, tinha como alvo um posto de segurança do Exército sírio, de acordo com a TV estatal local.

 

Ativistas também relatam a ocorrência de pesadas batalhas entre rebeldes oposicionistas e forças do governo apoiadas por combatentes palestinos na capital síria, Damasco. Segundo Rami Abdul-Rahman, presidente da entidade, as lutas estão concentradas no bairro de Tadamon, na região sul da cidade, e nas cercanias do campo de refugiados palestinos de Yarmouk.

 

Enquanto isso, o Conselho Nacional Sírio, o principal bloco oposicionista do país, decidiu abrir hoje suas fileiras a mais ativistas e grupos políticos diante da pressão feita por Washington para que uma liderança mais representativa e coesa seja criada na Síria para trabalhar com o Ocidente. O gesto do conselho, que é dominado por exilados e acadêmicos, foi aparentemente uma reação a críticas internacionais de que o grupo seria ineficiente e incapaz de estabelecer uma frente com outras forças de oposição.

 

Os EUA e outros países alegam que não podem ampliar a ajuda aos rebeldes sírios, a menos que a oposição se una e represente grupos mais diversos dentro da sociedade síria. Muitos insurgentes sírios, por sua vez, se dizem abandonados pela comunidade internacional e afirmam não estar recebendo auxílio financeiro e armas para derrubar o regime do presidente Bashar Assad.

 

A Síria está mergulhada numa onda de violência desde março do ano passado, quando um levante popular contra o governo gerou uma forte repressão por parte das forças de Assad. Estima-se que os combates resultantes já tenham causado 36 mil mortes.

 

Sanções

 

O secretário do gabinete do Japão, Osamu Fujimura, anunciou hoje que o país vai realizar uma reunião no final do mês para discutir as sanções impostas ao regime sírio. Segundo Fujimura, os participantes do encontro vão buscar formas de isolar Assad por meio de punições mais duras.

 

Em setembro, uma coalizão de 60 países, incluindo os EUA, União Europeia e a Liga Árabe, debateu novas maneiras de aumentar a pressão sobre Assad. O grupo foi estabelecido após o Conselho de Segurança da ONU não conseguir aprovar uma resolução condenando o governo sírio devido à oposição da Rússia e China.

 

As sanções atuais incluem o congelamento dos bens de Assad e de líderes militares e um embargo ao comércio de petróleo e armas com a Síria.

 

As informações são da Associated Press

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