Ataque suicida mata mais de 30 pessoas no Irã

Cinco integrantes da Guarda Revolucionária do Irã e outras 26 pessoas morreram no domingo após serem atacadas por um homem-bomba no sudeste do país, de acordo com informações da mídia estatal iraniana. Segundo a agência de notícias IRNA, os mortos incluíam o general Noor Ali Shooshtari, vice-comandante de forças terrestres da Guarda Revolucionária, e líderes tribais.

AE-AP, Agencia Estado

18 de outubro de 2009 | 10h17

Os membros da Guarda Revolucionária sofreram o atentado enquanto estavam num carro a caminho de uma reunião com líderes tribais no distrito de Pishin, próximo à fronteira do Irã com o Paquistão, de acordo com a IRNA. O encontro tinha como objetivo promover a unidade entre as comunidades muçulmanas xiitas e sunitas.

Nenhuma organização assumiu a autoria do ataque, embora nos últimos anos a região sudeste do Irã tenha sido alvo de atentados violentos de um grupo muçulmano sunita chamado Jundallah, ou Soldados de Deus, que acusa o governo iraniano - predominantemente xiita - de perseguição.

A Guarda Revolucionária - que faz parte das forças armadas oficiais do Irã - atribuiu o ataque de domingo à "arrogância global", numa referência aos EUA. "A arrogância global, juntamente com a provocação de mercenários locais, tinha como alvo a reunião da Guarda com líderes tribais", afirmou a organização em um comunicado lido num canal de televisão estatal. As informações são da Associated Press.

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