Ataque suicida mata pelo menos 29 pessoas no Iraque

Pelo menos 29 pessoas morreram, incluindo três crianças, e 41 ficaram feridas hoje num ataque deflagrado por um militante suicida contra líderes tribais em Abu Ghraib, cidade a oeste de Bagdá, de acordo com o porta-voz dos militares iraquianos, o major general Qassim al-Moussawi. Um funcionário do Ministério de Interior e um oficial da polícia local disseram que o homem-bomba atacou os líderes tribais ao término de uma reunião na prefeitura de Abu Ghraib, mesma cidade da prisão onde, em 2004, soldados norte-americanos abusaram de detentos. O suicida teria detonado seu cinto com explosivos na saída do encontro entre xeques sunitas e xiitas. Entre as vítimas encontram-se três jornalistas de emissoras iraquianas de televisão, dois dos quais morreram, informaram os canais. Um comandante de batalhão do Exército do Iraque também está entre as vítimas fatais. Fontes nos serviços locais de segurança anunciaram o número de vítimas fatais em 33 e de feridos, em 46. Disparidades em números de mortos e feridos são frequentes logo após os atentados.Trata-se do mais recente episódio de violência ocorrido no Iraque, em um momento no qual os EUA começam a reduzir sua presença militar no país árabe. O atentado ocorre apenas dois dias depois de um militante suicida ter provocado a morte de pelo menos 30 pessoas perto de uma academia de polícia na zona leste de Bagdá. Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelo ataque, mas funcionários iraquianos e oficiais norte-americanos culparam a Al-Qaeda, ao suspeitar que os extremistas querem sabotar a abertura do governo aos sunitas - a Al-Qaeda é uma rede extremista sunita e é contra qualquer participação no governo. "Esses ataques são conduzidos por pequenas células da Al-Qaeda. A parte desgraçada disso é que eles ainda conseguem recrutar gente para fazer isso", disse o mais graduado comandanta norte-americano no Iraque, o general Ray Odierno.Também hoje, um carro-bomba explodiu perto do prédio da prefeitura da cidade de Hamdaniya, no norte do Iraque, majoritariamente habitada por cristãos. Segundo a polícia local, pelo menos duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas.

AE-AP, Agencia Estado

10 de março de 2009 | 18h08

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