Ataque suicida mata pelo menos 51 em Bagdá

Explosão em centro de recrutamento do Exército iraquiano deixou pelo menos uma centena de feridos, segundo governo.

BBC Brasil, BBC

17 de agosto de 2010 | 05h00

Um ataque suicida matou pelo menos 51 pessoas e deixou mais de cem feridas em um centro de recrutamento do Exército iraquiano em Bagdá na manhã desta terça-feira, segundo o Ministério da Defesa do país.

O ataque alvejou instalações militares no bairro de Baab al-Muatham, no coração da capital iraquiana, no momento em que os recrutas faziam fila e aguardavam ser atendidos do lado de fora do edifício.

O correspondente da BBC em Bagdá, Hugh Sykes, disse que a área fica próxima de uma das principais estações rodoviárias da cidade e tem muito movimento no início da manhã.

Agências de notícias dizem que quatro hospitais de Bagdá confirmaram ter recebido vítimas, entre as quais estariam policiais e soldados que faziam a proteção do centro de recrutamento.

Violência

No passado, foram inúmeros os registros de ataques deste tipo no Iraque. A violência tem como finalidade dissuadir potenciais recrutas de entrar para as Forças Armadas iraquianas.

O incidente vem no momento em que os Estados Unidos trabalham em um cronograma para pôr fim às operações de combate no Iraque até o fim deste mês. As tropas serão retiradas até o fim do ano que vem.

Entretanto, há divergências sobre se as forças iraquianas estão prontas para assumir a segurança do país depois disso.

Os EUA mantêm 64 mil soldados no Iraque. Cerca de 50 mil permanecerão no país até o fim de 2011 para treinar as forças iraquianas e proteger os interesses americanos.

O número de civis mortos na violência dos ataques também é alvo de polêmica. No início deste mês, o governo iraquiano divulgou que 535 pessoas morreram em julho, com outras mil feridas.

Este é o pior resultado desde maio de 2008, quando pouco mais de 560 morreram em mortes violentas. No entanto, os EUA dizem que a estatística é exagerada.

Os americanos ressaltam que a violência no Iraque diminuiu desde o pico da violência sectária, em 2006-2007.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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