Ahmed Ouoba / AFP
Ahmed Ouoba / AFP

Ataque terrorista contra restaurante em Burkina Faso deixa ao menos 18 mortos

Ministro de Comunicação do país disse que as vítimas têm ‘diferentes nacionalidades’ e dois criminosos foram mortos durante a ação

O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 03h02
Atualizado 14 Agosto 2017 | 11h27

OUAGADOUGOU - Um ataque executado por supostos extremistas contra um restaurante na capital de Burkina Faso no domingo à noite deixou 18 mortos, informou o governo nesta segunda-feira, 14, ao anunciar o fim da operação das forças de segurança contra os criminosos. Segundo autoridades, há vários menores de 18 anos e mulheres entre as vítimas.

O "ataque terrorista" contra o restaurante Istanbul também deixou vários feridos e terminou com dois criminosos mortos, informou o ministro da Comunicação, Remis Dandjinou. O número total de envolvidos no ataque ainda não foi detalhado. O ministro informou, no entanto, que as operações de "rastreamento e verificação de imóveis adjacentes" prosseguiam nesta segunda-feira.

A troca de tiros chegou ao fim às 5h00 (2h00 em Brasília). Antes do anúncio sobre o fim do ataque, Dandjinou afirmou que várias pessoas eram mantidas como reféns e algumas haviam sido liberadas, sem revelar detalhes.

O ministro mencionou vítimas "de diferentes nacionalidades". Ao menos um cidadão da França e um da Turquia estão entre os mortos, de acordo com os respectivos governos.

O restaurante Istanbul fica a 200 metros do café Cappucino, que em janeiro de 2016 foi alvo de um violento ataque extremista, cuja autoria foi reivindicada pela Al-Qaeda no Magreb Islâmico e deixou 30 mortos e 71 feridos, em sua maioria estrangeiros.

"De acordo com testemunhas, pelo menos dois criminosos chegaram de moto às 21h00, armados com fuzis AK-47, e abriram fogo contra o restaurante Istanbul", declarou um policial que pediu anonimato.

O presidente de Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, condenou o atentado na capital do país em sua conta no Twitter. "Condeno com a maior energia o abjeto atentado que cobriu Ouagadougou de luto", escreveu. "A luta contra o terrorismo é um combate muito longo, mas Burkina Faso superará esta adversidade porque seu povo corajoso vai resistir sem concessão ao terrorismo."

Na manhã desta segunda-feira, o perímetro ao redor do restaurante permanecia fechado. Uma unidade especializada da polícia foi enviada ao local para obter amostras para a investigação e iniciar a identificação das vítimas.

Os feridos foram levados para o hospital Yalgado Ouedraogo. "Estamos lotados", admitiu um cirurgião, que pediu anonimato. "Recebemos uma dezena de feridos, três deles morreram. A situação de outros feridos é muito crítica."

O prefeito de Ouagadougou, Armand Béouindé, anunciou que o ministro da Segurança, Simon Compaoré, e o ministro da Energia, Alpha Omar Dissa, seguiram para o local do ataque.

Burkina Faso, país que faz fronteira com Mali e Níger, foi cenário de vários ataques jihadistas desde 2015. O mais violento, em janeiro de 2016, teve como alvos o hotel Splendid e o café Cappuccino, com um balanço de 30 mortos. / AFP e EFE

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