Ataque terrorista mata ao menos cinco em sinagoga de Jerusalém

Ataque terrorista mata ao menos cinco em sinagoga de Jerusalém

Frente Popular para a Libertação da Palestina reivindicou a autoria do atentado, que deixou outros cinco feridos; Netanyahu promete resposta dura

O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2014 | 08h34


(Atualizada às 20h45) JERUSALÉM -  O número de mortos no ataque a uma sinagoga em Jerusalém nesta terça-feira, 18, subiu para cinco depois que um policial morreu à noite, em um hospital. Pela manhã, dois palestinos armados com um cutelo, uma arma de fogo e facas mataram quatro rabinos - três americanos e um britânico - e feriram ao menos seis pessoas. O policial foi atingido quando tentava conter os agressores, que foram mortos por outros policiais. Foi o pior incidente na cidade santa desde 2008.

A Frente Popular para a Libertação da Palestina reivindicou a autoria do atentado. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu convocou uma reunião de emergência de seu gabinete e afirmou que responderá com "punho de ferro" ao ataque cometido. "Responderemos com punho de ferro a este brutal assassinato de judeus que tinham ido rezar e se depararam com deploráveis assassinos." Ele mandou demolir a casa dos dois palestinos, que eram primos. 

Em Jerusalém, houve confronto entre a polícia e palestinos. Mais tarde, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, condenou os ataques

O ataque ocorreu logo depois do amanhecer em um bairro ultraortodoxo de Jerusalém Ocidental. Fotografias publicadas por um porta-voz do Exército israelense na internet mostraram um homem em posição de oração judaica estirado morto, um cutelo de açougueiro sujo de sangue jogado no chão e mesas de oração reviradas.

"Estamos vendo esse como um ataque terrorista", disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld. O serviço de ambulâncias israelense informou que pelo menos oito pessoas estavam seriamente feridas, o número foi corrigido depois para seis, incluindo o policial que morreu à noite.

A polícia informou que os agressores eram de Jerusalém Oriental, o lado predominantemente palestino da cidade.

"Dois terroristas entraram na sinagoga do bairro de Har Nof. Atacaram com um machado, uma faca e uma pistola. Quatro pessoas que estavam rezando morreram. A polícia chegou ao local e matou os terroristas", explicou Luvba Samri, porta-voz da polícia, para a imprensa.

Jerusalém vem sendo palco de uma crescente tensão desde que três extremistas judeus mataram uma criança palestina em julho, no lado Oriental, como vingança pelo assassinato de três estudantes israelenses que pediam carona perto dos assentamentos de Gush Etzion.

Desde então, ocorreram protestos, enfrentamentos entre a polícia e jovens palestinos, além de ataques de colonos israelenses e cidadãos palestinos nos bairros árabes e no centro velho da cidade. /  EFE e REUTERS

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