Michele Cattani/AFP
Michele Cattani/AFP

Ataque terrorista em base militar no Mali deixa 54 mortos

País africano tenta enfrentar grupos jihadistas ligados a Al-Qaeda com o auxílio de intervenção militar feita pela França

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2019 | 15h40
Atualizado 12 de novembro de 2019 | 17h23

BAMAKO - Um ataque terrorista matou neste sábado, 2, 54 pessoas – 53 militares e 1 civil – em um posto de controle do Exército no Mali. O Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do atentado por meio de sua agência oficial de notícias, a Amaq, mas não apresentou evidências. Desde que os EUA mataram o líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, os jihadistas reivindicaram vários ataques em diferentes partes do mundo.

O atentado ocorreu no nordeste do Mali, na fronteira com o Níger, segundo comunicado emitido neste sábado pelo Exército. “Após um ataque à posição das Forças Armadas do Mali em Indelimane, equipes encontraram 49 corpos e três feridos”, escreveu no Twitter o Ministério de Comunicação – mais tarde, o número de vítimas foi corrigido. 

Segundo o governo, a situação está sob controle. O ataque, um dos mais violentos contra forças militares do país, aconteceu um mês após a morte de outros 40 soldados em dois ataques jihadistas diferentes, em 30 de setembro e em 1.º de outubro, perto de Burkina Faso.

O norte do Mali caiu nas mãos de grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda, entre março e abril de 2012, aproveitando a derrota do Exército malinês para rebeldes da maioria tuaregue. Desde 2013, uma operação militar sob iniciativa da França contribuiu para desmantelar e dispersar alguns dos grupos jihadistas, mas a região ainda é uma das mais perigosas do oeste africano.

Em um incidente separado, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou neste sábado que Ronan Pointeau, um cabo do Exército francês, morreu na explosão de um artefato que foi detonado quando seu blindado passava. A ministra francesa da Defesa, Florence Parly, lamentou o episódio. “A morte do cabo Ronan Pointeau nos ensina que o combate aos grupos terroristas não acabou e estamos decididos a continuá-lo”, disse Parly. / AFP e AP       

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