Ataques a aldeias deixam 18 mortos na Nigéria, diz polícia

Agressores armados com facões mataram pelo menos 18 pessoas em dois ataques contra aldeias da região central da Nigéria, na terça-feira, segundo autoridades.

SHUAIBU MOHAMMED, REUTERS

11 de janeiro de 2011 | 17h29

Treze das vítimas, inclusive mulheres e crianças, foram mortas durante a madrugada na localidade de Wareng, de maioria cristã, no Estado do Planalto, segundo o policial Abdulrahman Akano.

Outras cinco pessoas foram mortas numa aparente represália na aldeia de Barkin Ladi, segundo a mesma fonte.

A Nigéria tem registrado diversos incidentes de violência de cunho étnico e religioso. O país, o mais populoso da África, se prepara para realizar eleições presidenciais, parlamentares e estaduais em abril.

O Estado do Planalto fica no chamado "Cinturão do Meio", região particularmente turbulenta por ser uma espécie de fronteira entre o norte, de maioria muçulmana, e o sul, cristão.

O presidente Goodluck Jonathan, sulista, terá como principal adversário eleitoral o ex-vice-presidente Atiku Abubakar, nortista, e alguns analistas temem que a diferença regional polarize o debate político.

Centenas de pessoas morreram no começo do ano passado em confrontos entre cristãos e muçulmanos na região central da Nigéria.

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