Stringer/ Reuters
Stringer/ Reuters

Ataques a prédios da polícia deixam 26 mortos no Paquistão

Militantes atacaram Agência de Investigação, delegacia e academias de polícia em duas cidades

BBC Brasil, BBC

15 de outubro de 2009 | 05h27

Pelo menos 26 pessoas morreram em uma série de ataques contra prédios da polícia no Paquistão, nesta quinta-feira, 15. Na cidade de Lahore, quatro homens armados atacaram um prédio da Agência Federal de Investigação. Ao mesmo tempo, outro grupo de homens armados atacou duas academias de polícia na cidade. A polícia continua combatendo os extremistas nessas academias, com helicópteros e paramilitares envolvidos no cerco. Em Lahore, pelo menos 18 pessoas morreram nos ataques.

Já na cidade de Kohat, noroeste do Paquistão, pelo menos oito pessoas morreram quando um carro bomba explodiu próximo a uma delegacia policial. A violência extremista aumentou no Paquistão, e nas últimas três semanas, atentados suicidas deixaram mais de cem mortos no país.

Explosivos

Entre as vítimas do ataque ao prédio da FIA havia policiais e militantes. Um porta-voz da polícia disse que froam encontradas granadas e um casaco com explosivos perto de um dos mortos. "Dois corpos foram encontrados perto do portão da frente. O edifício já foi liberado e os funcionários estão em segurança".

Segundo a imprensa local, entre 300 e 500 pessoas trabalham no edifício. Extremistas também atacaram a academia de polícia de Manawan, também na cidade. Segundo a polícia, três homens armados invadiram a academia.

Também houve tiroteio no centro de treinamento policial de Bedia, com os militantes atirando granadas contra os agentes, disse a polícia. Em Kohat, a explosão do carro-bomba destruiu parte de uma delegacia policial, causando a morte de pelo menos oito pessoas. Testemunhas disseram que há policiais e civis entre os mortos.

Segundo o correspondente da BBC em Islamabad, Aleem Maqbool, apesar de nenhum grupo ter assumido ainda a autoria dos atentados, o Talebã provavelmente será responsabilizado, já que duas semanas atrás o grupo ameaçou atacar as forças de segurança, a menos que o governo do Paquistão suspenda a ofensiva militar contra os extremistas.

 

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