Ataques a xiitas deixam pelo menos 75 mortos no Iraque

Pelo menos 75 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas em confrontos e ataques contra manifestantes xiitas, horas antes da chegada a Najaf do grão-aiatolá Ali Al-Sistani, de 73 anos, para tentar pôr fim ao conflito que já matou centenas de iraquianos nas últimas três semanas. assessores de Al-Sistani e do líder da rebelião xiita, Muqtada al-Sadr, anunciaram que um acordo de paz havia sido firmado.Algumas horas antes da chegada do grão-aiatolá, uma barragem de morteiros foi lançada contra a mesquita de Kufa, lotada de fiéis xiitas que se preparavam para seguir a Najaf e recepcionar Al-Sistani. Pelo menos 27 pessoas morreram e 63 ficaram feridas. Não ficou claro quem desfechou o ataque. Assessores de Al-Sadr puseram a culpa na polícia iraquiana e nas forças dos EUA. Militares americanos disseram que possivelmente rebeldes dispararam contra uma base próxima da Guarda Nacional do Iraque, mas erraram e atingiram a mesquita. Pouco depois, no momento em que milhares de seguidores de Al-Sadr iniciavam uma caminhada na estrada em direção a Najaf, foram alvo de um ataque a tiros que partiu de uma base abrigando integrantes da Guarda Nacional e tropas dos EUA, segundo testemunhas. Vinte manifestantes morreram e 46 ficaram feridos. Em Najaf, 15 seguidores de Al-Sistani foram mortos e 65 feridos quando franco-atiradores dispararam contra policiais que tentavam controlar uma multidão. Os policiais revidaram, atingindo várias pessoas, disseram testemunhas. Num balanço no fim do dia, o Ministério da Saúde, em Bagdá, estimou os mortos em Kufa e Najaf em pelo menos 75. Dezenas de milhares de xiitas de Kufa, Diwaniya e outras cidades se dirigiram a Najaf atendendo a chamados de Al-Sistani e Al-Sadr para manifestar apoio a um acordo de paz.

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