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Ataques aéreos dos EUA contra alvos do Estado Islâmico na Líbia matam mais de 30

Pentágono emitiu comunicado confirmando que o país realizou os bombardeios, visando local onde estaria líder de dois atentados na Tunísia realizados no ano passado

O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2016 | 10h09

WASHINGTON - Mais de 40 pessoas foram mortas nesta sexta-feira, 19, em ataques aéreos realizados pelos EUA contra uma casa perto da capital líbia, Trípoli, onde estavam reunidos supostos membros do grupo Estado Islâmico (EI), segundo autoridades locais. Horas depois de o jornal The New York Times atribuir os ataques aos EUA, o Pentágono emitiu uma nota confirmando que o país havia realizado os bombardeios. 

Os ataques foram realizados contra um acampamento de treinamento do EI onde estava um líder tunisiano do grupo jihadista ligado aos dois atentados do ano passado na Tunísia - um contra o museu do Bardo em Túnis e o outro conta um hotel em Susse. De acordo com o Pentágono, Noureddine Chouchane, também conhecido como Sabir, facilitou a entrada de jihadistas da Tunísia para a Líbia.

A fonte ocidental citada pelo NYT falou em mais de 30 mortos no ataque, todos membros do EI, incluindo um grande número de tunisianos. A informação é a mesma de uma autoridade da cidade, Hussein al-Dawadi, que explicou que "a grande maioria dos mortos era tunisiana, provavelmente integrante do EI". 

É a primeira vez que um ataque aéreo visa a cidade de Sabrata, controlada pela coalizão de milícias Fajar Libya, a 70 Km a oeste de Trípoli. "O ataque foi muito preciso, atingiu apenas um prédio e todo o entorno não foi danificado", afirmou um funcionário líbio. 

 

Os serviços de inteligência americanos tentam determinar se Chouchane, que também é um dos principais dirigentes do EI na região, morreu na operação. "Essa operação mostra que iremos atrás do EI onde quer que eles estejam", afirmou o porta-voz do Pentágono Peter Cook no comunicado emitido.

O Estado Islâmico surgiu na Líbia em 2015, aproveitando-se do vácuo de segurança gerado por rivalidades políticas que dividiram a nação em guerra entre dois governos rivais. / AFP e EFE

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