Yahya Arhab / EFE
Yahya Arhab / EFE

Ataques aéreos matam quase 100 no Iêmen e ameaçam negociação sobre trégua

Segundo uma agência de notícias controlada pelos rebeldes houthis, entre os mortos há mulheres e crianças

O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2015 | 19h11

SANAA - Quase 100 pessoas foram mortas nesta segunda-feira em ataques aéreos no Iêmen, segundo a agência de notícias Saba, controlada pelo grupo Houthi, após a coalizão liderada pela Arábia Saudita ter ampliado sua agressividade, algo que deve pesar sobre os esforços para se chegar a uma trégua humanitária no país. A agência garantiu que havia muitas mulheres e crianças entre os mortos. 

As Nações Unidas têm pressionado pela suspensão dos ataques aéreos e dos combates que mataram quase 3.000 pessoas no Iêmen desde março, quando uma coalizão liderada pelos sauditas interveio contra forças houthis, apoiadas por iranianos, a fim de restaurar o poder do presidente iemenita, Abd-Rabbu Mansour Hadi, exilado na Arábia Saudita.

A agência Saba disse que 54 pessoas foram mortas numa série de ataques na Província de Amran, ao norte da capital, Sanaa, incluindo 40 pessoas que faziam compras num mercado.

A Saba afirmou ainda que aviões de guerra liderados pelos sauditas também haviam matado mais de 40 pessoas num ataque contra um mercado de animais na cidade de al-Foyoush, sul do Iêmen.

Moradores locais também citaram 30 mortes em outro ataque que, aparentemente, tinha como alvo um ponto de checagem houthi na estrada principal entre as cidades de Áden a Lahj. Eles disseram que 10 dos mortos eram combatentes houthis.

Um porta-voz da coalizão liderada por Riad não pôde ser imediatamente contatado para comentários. Mas um porta-voz disse anteriormente que a coalizão não tem civis como alvo. / REUTERS

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