Ataques causam mais baixas no ´triângulo da morte´ no Iraque

Um civil morreu e outros oito ficaram feridos após dois ataques e um atentado com bomba na região conhecida como "triângulo da morte", no sudoeste de Bagdá, segundo informaram fontes policiais neste sábado, 3. Há três anos o local é palco de confrontos entre sunitas e xiitas, e de ataques contra as Forças de Segurança iraquianas e as tropas americanas. O civil foi crivado de tiros por um grupo na área de Al-Mahauil, cerca de 80 quilômetros de Bagdá. A quase 30 quilômetros do local, em Al-Eskandariya, outra pessoa ficou gravemente ferida em um ataque similar, disseram as fontes. Nesta mesma cidade, a explosão de uma bomba feriu sete iraquianos nesta sexta-feira à noite.Na madrugada de hoje, a Polícia achou o cadáver de uma pessoa assassinada a tiros, com os olhos vendados e as mãos atadas, acrescentaram os porta-vozes da área de segurança.Tropas iraquianas e americanas detiveram na sexta-feira à noite em Al-Mahauil um suposto líder da milícia xiita Exército Mehdi, liderada pelo influente clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr.Segundo um comunicado do comando americano, o detido, que não foi identificado, era chefe de um grupo que se dedicava à fabricação de bombas que eram usadas em ataques contra civis e forças da coalizão, encabeçadas pelos Estados Unidos. Junto ao suposto líder, foram detidos cinco suspeitos de pertencer a esta célula.Êxodo de médicosCerca de 16 mil médicos iraquianos abandonaram o país devido à violência desde a queda do presidente Saddam Hussein, em março de 2003.O número foi revelado pelo Sindicato de Médicos do Iraque, em comunicado publicado hoje no jornal independente iraquiano "Al Mashraq". A entidade contava com 33 mil filiados.Shauket Akbar, um alto funcionário do Ministério da Saúde, revelou ao jornal que a principal causa do êxodo é o seqüestro e assassinato de centenas deles por diferentes grupos armados nos últimos quatro anos.Além disso, acrescentou, muitos médicos e enfermeiras foram obrigados, sob ameaça, a fechar suas clínicas.A escassez de especialistas no país tem causado sérios problemas nos hospitais do Ministério da Saúde e nas clínicas particulares freqüentadas pela população com menos recursos, alertou Akbar.

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