REUTERS/Abdalrhman Ismail
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Ataques com foguetes e confrontos entre forças rebeldes e do governo continuam em Alepo

Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse que facções islâmicas foram as responsáveis por um dos ataques

O Estado de S. Paulo

04 Maio 2016 | 15h52

BEIRUTE - O impacto de foguetes em bairros controlados pelo governo na cidade de Alepo, no norte da Síria, deixou ao menos três mortos e um número indeterminado de feridos nesta quarta-feira, 4.

Uma fonte da polícia detalhou para a agência de notícias oficial Sana que os três mortos pertencem à mesma família e foram atingidos por três projéteis lançados pela Frente Al-Nusra, grupo terrorista sírio ligado à Al-Qaeda, e seus aliados. Os foguetes caíram nos distritos de Al-Khalediya e Al Salah ad-Din.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) afirmou que foram facções islâmicas as responsáveis pelo ataque, e confirmou que houve três feridos.

O OSDH acrescentou que os enfrentamentos entre efetivos governamentais e grupos rebeldes estão acontecendo desde o início da manhã em áreas do oeste da cidade como as imediações de Yamiat al Zahra e Al Rashidin, onde helicópteros militares estão lançando barris com explosivos.

Batalha. Dezenas de pessoas foram mortas em uma batalha de um dia entre rebeldes sírios e forças do governo em outra área de Alepo, e o confronto ainda ocorre sem interrupções nesta quarta-feira, disseram fontes combatentes e o Observatório.

Um rebelde disse que insurgentes conseguiram conquistar terreno no lado do governo, enquanto o Exército informou que o ataque foi repelido. Os confrontos ameaçam as linhas de defesa próximas às áreas do governo em Alepo.

O diretor do Observatório, Rami Abdulrahman, disse que dezenas de pessoas foram mortas em ambos os lados, no que descreveu como a batalha mais intensa do ano na área. Forças do governo foram reforçadas por aliados do Hezbollah libanês, disse.

O militante rebelde disse que cerca de 40 combatentes do governo foram mortos, enquanto cerca de 10 rebeldes foram mortos. A fonte militar negou grandes baixas entre militares, mas disse que dezenas de civis e rebeldes morreram. /EFE e Reuters


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