Ataques com foguetes palestinos põe oferta de trégua em risco

Um bombardeio israelense contra homens suspeitos de planejar ataques com foguetes contra o território israelense matou um importante líder militante palestino e feriu ao menos outros dois nesta sexta-feira.A operação foi uma resposta a ação de militantes palestinos que mais cedo nesta sexta-feira atiraram foguetes caseiros contra Israel. Os ataques acontecem um dia depois de o governo palestino liderado pelo grupo Hamas anunciar uma oferta para renovar uma trégua com Israel. O grupo radical islâmico cancelou um cessar-fogo de 16 meses com o Estado Judeu depois que um suposto ataque israelense no último dia 9 deixou oito civis palestinos mortos.Embora os foguetes desta sexta-feira não tenham sido atirados por membros do Hamas, eles provocaram uma dura resposta dos israelense; o que coloca em risco as tentativas de um retorno a calmaria que precedeu os recentes dias de intenso derramamento de sangue.A resposta veio após o início da noite, quando um míssil israelense atingiu um veículo utilizado por membros da Jihad Islâmica. Segundo as Forças Armadas israelense, os homens eram responsáveis pelo lançamento de foguetes contra Israel. Ainda de acordo com os militares, mais de 120 foguetes de fabricação caseira foram lançados contra o território israelense na última semana.Fontes médicas palestinas informaram que um militante morreu e ao menos dois outros ficaram feridos - um seriamente - na forte explosão que destruiu o veículo em que os três trafegavam.A Jihad Islâmica identificou o homem morto como Habib Ashour, um operador de campo na Faixa de Gaza. Já do lado israelense, ninguém ficou feriu nos ataques palestinos desta sexta-feira, informou o exército israelense. Os ataques, no entanto, resultaram em uma dura resposta pelas autoridades israelenses, e levantam dúvidas sobre a eficácia dos esforços para restaurar a calma na região.TréguaNa quinta-feira o Hamas anunciou sua disposição para retomar o cessar-fogo estabelecido em fevereiro de 2005 com Israel, que foi cancelado na semana passada após a morte de oito civis palestinos em um suposto ataque israelense. O grupo garantiu também que trabalharia pelo fim dos ataques com foguete.Israel demonstrou-se favorável à retomada da trégua. "Se (a situação) estiver calma, nós responderemos com calma", disse o porta-voz do Ministério do Exterior israelense, Mark Regev.Mas a calma não durou muito tempo. Na noite de quinta-feira, aeronaves israelenses atacaram um grupo de militantes na fronteira entre Israel e Gaza. Segundo o exército israelense, os militares tentavam instalar bombas no local.Dois militantes da Jihad Islâmica morreram na ação.A escalada de ataques ameaçam os últimos esforços para restaurar a trégua. Haim Ramon, um ministro do gabinete israelense liderado pelo Kadima, disse nesta sexta-feira que Israel está preparado para tomar as medidas necessárias para eliminar os ataques com foguetes."Se os moradores da Faixa de Gaza não fazem nada e não entendem que a maior ameaça à sua segurança é artilharia com os Qassam (foguetes caseiros), então nós teremos que duplicar nossas respostas e tomar medidas que ainda não tomamos", disse ele à Rádio Israel.A trégua, declarada em fevereiro de 2005, reduziu significativamente a violência que levou a vida de mais de 3 mil pessoas nos último anos.

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