Ataques com mísseis matam 17 pessoas no Paquistão

Três ataques com mísseis contra uma região tribal do Paquistão com forte presença de militantes, próxima da fronteira com o Afeganistão, mataram 17 pessoas hoje. A operação, supostamente realizada pelos Estados Unidos, marca um ano em que aumentaram fortemente os ataques com aviões não-tripulados, parte de uma crescente campanha norte-americana para derrotar combatentes da Al-Qaeda e do Taleban.

AE, Agência Estado

28 de dezembro de 2010 | 12h10

Cerca de 115 ataques com mísseis foram realizados neste ano, mais que o dobro do total efetuado no ano passado. Quase todos ocorreram no Waziristão do Norte, região que abriga vários grupos militantes que combatem os soldados dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão.

O primeiro ataque de hoje atingiu uma casa na área de Ghulam Khan, no Waziristão do Norte, matando seis pessoas, informaram funcionários da inteligência paquistanesa em condição de anonimato. Eles afirmaram desconhecer a identidade dos mortos, mas disseram que eram militantes. Cerca de três horas mais tarde, quando algumas pessoas haviam chegado ao local para recolher os corpos, mais mísseis foram lançados. Funcionários da inteligência disseram que civis podem estar entre os mortos do segundo ataque. Mais tarde, nove militantes morreram quando seis mísseis atingiram os veículos nos quais viajavam pela área de Ghulam Khan. Acredita-se que as vítimas eram insurgentes da rede Haqqani, considerada uma das principais ameaças para as forças norte-americanas no Afeganistão.

Oficialmente, o Paquistão contesta os ataques, afirmando que eles violam sua soberania e irritam os moradores das tribos, cujo apoio é necessário para derrotar os extremistas. Mas acredita-se que Islamabad apoie em segredo as ações e forneça informações para ao menos parte delas. As informações são da Associated Press.

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