Ataques contra bases militares deixam dezenas de mortos e feridos na Síria

Segundo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, bombardeio mirou instalação conhecida como Brigada 47, ponto de concentração de forças iranianas pró-Assad

O Estado de S.Paulo

30 Abril 2018 | 04h31
Atualizado 30 Abril 2018 | 12h06

DAMASCO – Bases militares do governo sírio nas províncias de Hama, na região central do país, e Aleppo, ao norte, foram atingidas por mísseis nesta segunda-feira, 30, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Pelo menos 26 combatentes morreram no bombardeio.

“Pelo menos 26 soldados morreram, entre eles, quatro sírios. Os demais eram estrangeiros, em sua maioria, iranianos e iraquianos”, informou a organização. Outros 60 soldados ficaram feridos e vários estão desaparecidos. De acordo com o OSDH, o bombardeio pode ter sido conduzido por forças israelenses.

+ Guerra de fato na Síria será entre Irã e Israel​

Nesta manhã, o ministro dos Transportes de Israel, Yisrael Katz, responsável pelos serviços de inteligência do país, disse que “não estava familiarizado” com o ataque. Um porta-voz do exército israelense afirmou que “não comentará o assunto e não tem informações a dizer no momento”.

O ataque desta segunda-feira mirou uma base militar conhecida como Brigada 47, nos arredores de Hama, no centro da Síria. A instalação seria utilizada pelo governo para o recrutamento de combatentes xiitas.

+ Cálculo de mortos em guerra na Síria é um desafio para observadores

A imprensa estatal síria classificou o ataque como “uma nova agressão” perpetuada pelos inimigos do governo. A imprensa iraniana, por sua vez, afirmou que a notícia do ataque "não tem fundamento" e que nenhum iraniano morreu. "Todos as notícias de ataques contra bases militares do Irã na Síria e o martírio de diversos soldados iranianos são sem fundamento", afirmou a agência de notícias Tasnim.

Anteriormente, Israel realizou diversos ataques aéreos no país, principalmente contra combatentes ligados ao Hezbollah e forças iranianas aliadas do governo de Bashar Al-Assad.

+ Estado Islâmico desiste de seu último reduto na capital síria

“Não permitiremos nenhuma ação iraniana na Síria”, afirmou o ministro da defesa de Israel, Avignor Lieberman, no início de abril, após os governos da Síria e do Irã acusarem o país de lançar uma ofensiva contra uma base militar em Homs, matando 14 soldados sírios e iranianos.

Síria e Israel estão oficialmente em estado de guerra e as relações entre os países pioraram nos últimos anos após três inimigos entrarem no conflito sírio: o próprio governo de Assad, o Irã e o Hezbollah. //REUTERS, AFP, ASSOCIATED PRESS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.