Mushtaq Muhammed/Reuters
Mushtaq Muhammed/Reuters

Ataques contra policiais e peregrinos deixam 19 mortos no Iraque

Nenhum grupo assumiu a autoria pelos dois atentados a bomba no país

O Estado de S. Paulo,

13 de novembro de 2013 | 13h04

TIKRIT, IRAQUE - Ataques a bomba contra a polícia e peregrinos, pouco antes do fim de um festival religioso de muçulmanos xiitas, deixou ao menos 19 mortos nesta quarta-feira, 13, informaram fontes de segurança e médicas.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos atentados, que coincidiram com o ritual sagrado de Ashura, no qual xiitas homenageiam o imã Hussein, morto há mais de mil anos. O ritual de 10 dias termina quinta-feira.

Os xiitas são considerados apóstatas pelos insurgentes extremistas islâmicos sunitas, que têm recuperado o ímpeto este ano no Iraque. Equipes de segurança também são um alvo importante para os militantes sunitas ligados à Al-Qaeda, que buscam desestabilizar o governo do Iraque liderado pelos xiitas e alimentar o conflito entre as comunidades.

No ataque mais violento, 10 pessoas foram mortas quando um homem-bomba dirigiu um caminhão cheio de explosivos em um posto de checagem da polícia na cidade de al-Alam, próxima a Tikrit, informou a polícia.

Militantes islâmicos sunitas e outros insurgentes possuem um ponto de apoio em Tikrit. "Um motorista de caminhão alcançou o ponto de checagem e quando a polícia pediu para encostar, ocorreu uma poderosa explosão, matando dois policiais e oito transeuntes inocentes", disse o coronel da polícia Khalid Mahdi.

Perto da cidade de Baquba, três bombas explodiram próximo a um grupo de peregrinos xiitas que comemoravam a Ashura, matando nove, disseram fontes de segurança e médicas.

A violência começou a aliviar depois que a afiliada iraquiana da Al-Qaeda foi forçada à clandestinidade em 2007, mas voltou a aumentar, com mais de 7,5 mil civis mortos neste ano, de acordo com o grupo de monitoramento Iraq Body Count.

Autoridades iraquianas culparam a Al-Qaeda e a guerra civil na vizinha Síria, que atrai militantes sunitas em luta contra o presidente Bashar Assad, aliado do Irã xiita, pela volta da violência./ REUTERS

 
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