Ataques coordenados matam 37 no Iraque, dizem fontes

Pelo menos 37 pessoas morreram e 54 ficaram feridas hoje em ataques coordenados perto do prédio de um conselho distrital ao norte de Bagdá, informaram a polícia iraquiana e um médico de um hospital.

AE, Agência Estado

05 de julho de 2011 | 14h48

A dupla explosão ocorreu em Taji, uma cidade sunita localizada 20 quilômetros ao norte da capital do país. Os agressores primeiro detonaram um carro-bomba, por volta do meio-dia (horário local), no estacionamento do prédio do conselho administrativo local, segundo a polícia. Quando civis e as forças de segurança foram ao local para ajudar as vítimas, uma segunda bomba foi detonada.

Um médico do Hospital Kazimiyah, nas proximidades de Bagdá, confirmou o número de vítimas. Ele pediu anonimato, pois não tinha autorização para falar com a imprensa. Já um porta-voz do comando das operações militares do Iraque, o general Qassim al-Moussawi, citou 27 mortes e 50 feridos. Os relatos conflitantes sobre o número de vítimas são comuns logo após grandes atentados no Iraque.

O vice-presidente iraquiano, o sunita Tariq al-Hashemi, exigiu que o primeiro-ministro xiita Nouri al-Maliki nomeie rapidamente ministros para a Defesa e o Interior, a fim de ajudar a controlar o crescente caos entre as forças de segurança. Os dois cargos estão vagos há mais de seis meses, enquanto funcionários do governo lutam para indicar seus nomes. "O sistema de segurança precisa ser solucionado o mais rápido possível", disse al-Hashemi.

O presidente do Parlamento, Osama al-Nujaifi, também sunita, criticou as forças de segurança, dizendo que elas não estão fazendo o suficiente para evitar esses ataques. A violência no Iraque está menos intensa agora que durante a disputa sectária entre xiitas e sunitas, em 2006 e 2007, porém os militantes passaram novamente a realizar ataques. Isso gera um temor em torno do que ocorrerá quando os 47 mil soldados dos Estados Unidos que ainda estão no país se retirarem.

O ataque de hoje tem as características de ações da Al-Qaeda. Atentados similares foram realizados pelo grupo insurgente nos últimos meses. Em 23 de junho, bombas em bairros xiitas de Bagdá mataram pelo menos 40 pessoas.

Funcionários iraquianos debatem a ampliação de um novo acordo com os EUA, para que as tropas fiquem mais tempo, enquanto as forças locais lutam para garantir a segurança. O governo iraquiano ainda precisaria pedir às forças dos EUA que permaneçam, caso queiram. Pelo cronograma atual, a retirada das forças norte-americanas deve ocorrer totalmente até o final do ano, no âmbito de um acordo fechado em 2008. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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