Fernando Vergara/AP
Fernando Vergara/AP

Ataques das Farc matam cinco militares e três civis na Colômbia

Ações ocorreram nas regiões sul e sudoeste do país; 'população civil é a mais afetada', diz policial

Efe,

27 de abril de 2012 | 16h29

BOGOTÁ - Pelo menos cinco militares e três civis, entre eles um bebê, morreram nesta sexta-feira, 27, em dois ataques de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nas regiões sul e sudoeste do país, informaram fontes militares e policiais.

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As ações dos rebeldes ocorreram em uma aldeia rural no departamento do Caquetá (sul) e em uma área montanhosa na região de Valle del Cauca (sudoeste). Na ação, primeiro os insurgentes das Farc emboscaram uma patrulha do Exército Nacional que realizava operações ofensivas no sudoeste do país, disse o comandante militar da zona, o general Jorge Humberto Jerez.

O oficial explicou à rádio "Radio Caracol" que as tropas avançavam em uma ação contra rebeldes que tinha provocado combates desde a noite da última quinta-feira, 26. No ataque, morreram um suboficial e quatro soldados, acrescentou Jerez, que comanda a chamada Força de Tarefa Apolo do Exército, criada para perseguir soldados das Farc na região.

No segundo ataque, um jovem casal e seu bebê de nove meses morreram atingidos por uma bomba artesanal lançada por guerrilheiros na aldeia rural de Porto Rico. Os outros dois filhos do casal, de 7 e 9 anos, ficaram feridos pela bomba, segundo um comunicado divulgado pelo Exército Nacional na capital da província.

O ataque também causou danos no posto de saúde da aldeia, assim como em três casas, inclusive a da família vítima. O comandante da Polícia Nacional em Caquetá, o coronel Carlos Alberto Vargas, disse à rádio que a ação foi planejada pela Coluna "Teófilo Forero", considerada uma facção de elite das Farc.

Os rebeldes jogaram cinco cilindros de gás com explosivos contra o posto policial, mas um dos artefatos caiu na residência das vítimas, detalhou Vargas. "É uma ação que demonstra a irracionalidade dos terroristas, enquanto a população civil é a mais afetada", afirmou o chefe policial.

As Farc, com quase meio século de luta armada e 8 mil combatentes, mantém uma atividade intermitente em algumas regiões colombianas.  

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