Ataques das forças de Assad deixam 47 mortos em Damasco

Rebeldes relatam o uso de artilharia pesada durante os bombardeios, segundo os insurgentes, os mais fortes na capital este mês

BEIRUTE, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2012 | 03h04

Forças leais ao ditador da Síria, Bashar Assad, bombardearam ontem ao menos dois bairros do sul de Damasco, afirmaram os rebeldes que tentam depor o governo há quase 18 meses. Segundo os insurgentes, pelo menos 47 pessoas foram mortas por foguetes, projéteis de metralhadoras e canhões disparados de helicópteros e tanques. Eles qualificaram os ataques como os piores na capital neste mês.

Em uma área do norte da cidade castigada pelos bombardeios das tropas oficiais, militantes anti-Assad afirmaram ter encontrado dezenas de corpos de pessoas que aparentavam ter sido executadas com armas de fogo. Relatos semelhantes têm se tornado cada vez mais comuns, enquanto a guerra civil na Síria vem ganhando tons de conflito sectário.

Damasco é uma das principais frentes da luta pelo controle da Síria, juntamente com Alepo, sua segunda maior cidade e, em menor escala, regiões do sul, do leste e do centro do país.

Segundo os rebeldes, na capital, pelo menos 22 pessoas foram mortas ontem em Kfar Souseh e 25 morreram no bairro vizinho de Nahr Eisha. "Toda Damasco está tremendo pelo ruído dos bombardeios", disse uma habitante da região. "Há 22 tanques em Kfar Souseh agora e pelo menos 30 soldados atrás de cada um deles", disse um rebelde que se identificou como Bassam.

Um dos mortos ontem foi identificado como o jornalista Mohamed Said al-Odeh, repórter simpático à revolta que trabalhava em um jornal estatal.

Líbano. A guerra civil síria se reflete no Líbano, trazendo ao país combates de rua sectários, protestos violentos e uma paralisação generalizada do governo em Beirute. Ontem, combates continuaram em Trípoli, no norte libanês, onde ao menos 7 pessoas foram mortas e mais de 70 feridas nesta semana. / REUTERS e AP

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